Mathematical knowledge embedded in marabaixo drums

an ethnomathematical analysis and its implications for mathematics education

Authors

DOI:

https://doi.org/10.14393/REP-2026-82088

Keywords:

Ethnomathematics, Geometry, Marabaixo drums, Popular culture

Abstract

This study aimed to analyze the geometric knowledge embedded in the construction of marabaixo drums, the central percussion instrument of the Afro-Brazilian cultural complex of Amapá, from the perspective of ethnomathematics. The study sought to identify and analyze how informal mathematical knowledge — transmitted orally across generations by master artisans — can support the teaching of geometry in basic education and contribute to the appreciation of Afro-Brazilian culture, in accordance with Law No. 10,639/2003 and the National Common Curricular Base. This exploratory qualitative case study was based on content analysis of semi-structured interviews conducted with master artisans, seeking to identify categories related to measurement, proportion, and dimensioning practices. The results showed that the construction of the marabaixo drums involved three central categories: the three-dimensional shape (cylinder); measurement procedures and proportionality between height and diameter; and the calculation of surfaces areas in the development of the materials. These practices mobilize concepts such as area, volume, circumference, and unit conversion, which are applied empirically. As a pedagogical application, the study highlighted the use of the marabaixo drum as a mediating resource for mathematics teaching, articulating cultural and school knowledge while promoting contextualized, meaningful, and anti-racist learning.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Liliane Barbosa de Souza, State University of Amapá

    Undergraduate student in Mathematics, State University of Amapá, State of Amapá, Brazil.

  • Elivaldo Serrão Custódio, State University of Amapá

    PhD in Theology, EST College, State of Rio Grande do Sul, Brazil; postdoctoral degree in Education, Federal University of Amapá, State of Amapá, Brazil; professor at the State University of Amapá, State of Amapá, Brazil; leader of the Study and Research Group on Ethnomathematics, Culture, and Ethnic-Racial Relations at the same institution; vice-leader of the Study and Research Group on Education, Interculturality, and Ethnic-Racial Relations at the Federal University of Amapá, State of Amapá, Brazil.

  • Paulo Guilherme Pinheiro dos Santos, State University of Amapá

    Master's degree in Mathematics and Statistics, Federal University of Pará, State of Pará, Brazil; professor at the State University of Amapá, State of Amapá, Brazil.

References

ARBACH, N. O ensino de geometria plana: o saber do aluno e o saber escolar. 2002. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2002. Disponível em: https://repositorio.pucsp.br/handle/handle/18484. Acesso em: 8 jul. 2026.

AUSUBEL, D. P. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano-Edições Técnicas, 2003.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Brasília, DF, 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 8 jul. 2026.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997.

COELHO, M. C.; SANTOS, L. S. A Geometria dos Tambores de Marabaixo: um olhar Etnomatemático. Revista de Educação Matemática e Tecnológica Iberoamericana – EM TEIA, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 1-18, 2024.

CUSTÓDIO, E. S. Currículo e ensino-aprendizagem da matemática na educação ribeirinha no Amapá: um diálogo com a etnomatemática. Ensino Em Re-Vista, Uberlândia, v. 27, n. 2, p. 637-658, maio/ago. 2020. DOI 10.14393/er-v27n2a2020-11. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/emrevista/article/view/54065. Acesso em: 8 jul. 2026.

CUSTÓDIO, E. S.; FOSTER, E. L. S.; GRAÇA, I. G. (org.). Etnomatemática da Amazônia amapaense: desvendando caminhos entre saberes, culturas e tradições. Curitiba: CRV, 2024.

D’AMBROSIO, U. Etnomatemática. São Paulo: Ática, 1990.

D’AMBROSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz & Terra, 1996.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 42. ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2005.

GOHN, M. G. Educação não formal e cultura política. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2007.

GOMES, N. L. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 167-182, jan./jun. 2003. DOI 10.1590/S1517-97022003000100012. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/cpp/article/view/17740. Acesso em: 28 jun. 2025.

HOBSBAWM, E. J.; RANGER, T. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1997.

LARA, I. C. M. Formas de vida e jogos de linguagem: a etnomatemática como método de pesquisa e de ensino. Com a Palavra o Professor, Vitória da Conquista, v. 4, n. 9, p. 36-64, maio/ago. 2019. DOI 10.23864/cpp.v4i9.445. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/cpp/article/view/17740. Acesso em: 28 jun. 2025.

LIMA, E. L. et al. A matemática do ensino médio: volume 2. Rio de Janeiro: SBM, 2006.

MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

MOREIRA, M. A. Aprendizagem significativa: a teoria e textos complementares. São Paulo: Livraria da Física, 2011.

OLIVEIRA, F. P. Tensões nas aulas de matemática e contribuições para um currículo para a educação das relações étnico-raciais. Tese (Doutorado em Educação: Conhecimento e Inclusão Social em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/items/66810dee-53ca-48c2-9eee-8cd72e32b8c9. Acesso em: 9 jul. 2026.

OLIVEIRA, R. R. Área do cilindro. Brasil Escola, [s.d.]. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/matematica/cilindro.htm. Acesso em: 26 nov. 2025.

PASTANA, C. O.; AMARAL, A. S. S.; CUSTÓDIO, E. S. O conhecimento matemático no ritmo de percussão das músicas populares do marabaixo. Identidade!, São Leopoldo, v. 28, n. 1, p. 128–144, jan./jun. 2023. Disponível em: https://revistas.est.edu.br/Identidade/article/view/2632. Acesso em: 12 jun. 2025.

RODRIGUES, Q. D. F. A construção de “caixas” de marabaixo na comunidade quilombola do Curiaú: uma abordagem etnomatemática. 2016. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016. Disponível em: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7491. Acesso em: 9 jul. 2026.

ROSA, M.; OREY, D. C. Etnomatemática: o aspecto sociocultural do ensino e aprendizagem em Matemática. Rematec, Natal, v. 7, n. 11, n.p., jul./dez. 2012. Disponível em: https://www.rematec.net.br/index.php/rematec/article/view/365. Acesso em: 5 maio 2026.

VARGAS, J. L. S.; LARA, I. C. M. A cultura afro-brasileira sob o enfoque da etnomatemática: um mapeamento teórico sobre os estudos brasileiros. Abakós, Belo Horizonte, v. 3, n. 2, p. 70-82, maio 2015. DOI 10.5752/P.2316-9451.2015v3n2p70. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/abakos/article/view/P.2316-9451.2015v3n2p70. Acesso em: 9 jul. 2026.

VIDEIRA, P. L. Batuques, folias e ladainhas: a cultura do quilombo do Cria-ú em Macapá e sua educação. 2010. Tese (Doutorado em Educação Brasileira) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2010. Disponível em: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/cedoc/detalhe/ta-batuques-folias-e-ladainhas-a-cultura-do-quilombo-do-cria-u-em-macapa-e-sua-educacao,6f8b60ed-1117-41b0-b203-025f55b0696a. Acesso em: 9 jul. 2026.

VIDEIRA, P. L. et al. Marabaixo como instrumento pedagógico no processo de ressocialização de crianças no “Abrigo Criança Feliz” em Macapá-AP. Plures Humanidades, [Ribeirão Preto], v. 20, n. 1, p. 86-108, 2019. Disponível em: http://seer.mouralacerda.edu.br/index.php/plures/article/view/394. Acesso em: 12 jun. 2025.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.

Published

2026-09-11

How to Cite

SOUZA, Liliane Barbosa de; CUSTÓDIO, Elivaldo Serrão; SANTOS, Paulo Guilherme Pinheiro dos. Mathematical knowledge embedded in marabaixo drums: an ethnomathematical analysis and its implications for mathematics education. Revista de Educação Popular , Uberlândia, v. 25, n. 2, p. 50–75, 2026. DOI: 10.14393/REP-2026-82088. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/82088. Acesso em: 13 sep. 2026.

Most read articles by the same author(s)