O ensino de Geografia em tempos de hegemonia das tecnologias digitais

Conteúdo do artigo principal

Renata A. Cândido de Oliveira Santos
Iara Vieira Guimarães
André Luiz Sabino
https://orcid.org/0000-0001-5223-7825

Resumo

O presente ensaio tem como objetivo central analisar o ensino de geografia em tempos de hegemonia das tecnologias digitais e da forte presença da chamada educação online. Frente a essa temática envidamos esforços para responder de forma provisória e flexível as seguintes indagações: Que questões críticas se interpõem ao contexto pedagógico da geografia marcado pelo cruzamento intenso entre práticas ensino e as mídias e tecnologias digitais? Quais são as interposições desse processo no trabalho do docente de geografia? Essas questões orientadoras são analisadas tendo como referência um esboço teórico do campo da educação, das mídias digitais e do ensino de geografia. Procuramos balizar as indagações com inferências construídas no campo da pesquisa e das observações do movimento atual em torno da escola, dos processos formativos e do ensino de geografia, todos eles marcados pela vida online e pela profusão de recursos educacionais digitais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes do artigo

Como Citar
Santos, R. A. C. de O., Guimarães, I. V., & Sabino, A. L. (2022). O ensino de Geografia em tempos de hegemonia das tecnologias digitais. Ensino Em Re-Vista, 29(Contínua), e026. https://doi.org/10.14393/ER-v29a2022-26
Seção
DOSSIÊ 2: ENSINAR E APRENDER GEOGRAFIA EM TEMPOS DE HIPERCONECTIVIDADE E POLARIZAÇÃO DE IDEIAS

Referências

ALMEIDA, D. G. ; GUIMARÃES, Iara Vieira . Sobre os arranjos visuais dos livros didáticos de geografia. Revista Brasileira de Educação em Geografia, v. 11, p. 05-24, 2021. DOI: https://doi.org/10.46789/edugeo.v11i21.773

ARRUDA, E. P.; MILL, Daniel Ribeiro Silva . Tecnologias digitais, formação de professores e pesquisadores na pós-graduação: relações entre as iniciativas brasileiras e internacionais. Revista Educação- UFSM, Santa Maria, v. 46, p. 1-20, mar. 2021. DOI: https://doi.org/10.5902/1984644441203

BARRETO, Raquel Goulart. Objetos como sujeitos: o deslocamento radical. In: FERREIRA, Giselle Martins dos Santos. Educação e Tecnologia: abordagens críticas. Rio de Janeiro: SESES, 2017.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.393, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 7 fev. 2022.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018.

BRITO, Marisa Alinne Forte de (et.al.). Processo de criação de um repositório virtual aberto: importância da catalogação de recursos educacionais digitais (RED). Revista Tecnologias na Educação, Natal, Ano 8, v. 16, n. 16, p. 1 - 22, set. 2016.

CANÁRIO, Rui. Agir e compreender o mundo: contributos para uma visão ampla do ato educativo. Revista Lusófona de Educação, Lisboa, n. 45, p. 275 - 285, set. 2019.

CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. Educação Geográfica: A psicogenética e o conhecimento escolar. Cad. Cedes, Campinas, v. 25, n. 66, p. 209-225, maio/ago. 2005.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em Rede. 6. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, Escola e Construção de conhecimentos. 13. ed. Campinas, SP: Papirus, 1998.

CAZETTA, V.; GONÇALVES, I. O dia que o audiovisual invadiu a aula de geografia e (des)norteou o cinema. ETD-Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 2, n. 2, p. 335-353, abr./jun. 2021.

CECHINEL, ANDRE ET.AL., Estudo/Análise Documental: uma revisão teórica e metodológica. Criciúma: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação – UNESC,v. 5, n /1, 2019 Disponível em: http://periodicos.unesc.net/criaredu/article/view/2446. Acesso 20 jul. 2019

D'ANDRÉA, Carlos. Pesquisando plataformas online: conceitos e métodos. Salvador: EDUFBA, 2020.

FREITAS, Olga. Equipamentos e materiais didáticos. Brasília: Universidade de Brasília, 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/profunc/equipamentos.pdf. Acesso em: 23 dez. 2021.

GOMES, Paulo César da Costa. Quadros geográficos: uma forma de ver, uma forma de pensar. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017.

JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

MORAES, Antônio Carlos Robert de. O sentido formativo da Geografia. São Paulo: IEA/USP, 2012.

PIRES, Hindenburgo Francisco. Ciberespaço e utopia – a dissociação entre os espaços virtual e real. In: XIV Coloquio Internacional de Geocrítica Las utopías y la construcción de la sociedad del futuro, 14., 2016, Barcelona. Disponível em: http://www.ub.edu/geocrit/xiv-coloquio/HindenPires.pdf. Acesso em: 07 fev. 2022.

SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Ed. Hucitec, 1997.

SELWYN, Neil. Educação e Tecnologia: questões críticas. In: FERREIRA, Giselle Martins dos Santos. Educação e Tecnologia: abordagens críticas. Rio de Janeiro: SESES, 2017. p. 85 - 103

SILVA, Guilherme de Carvalho da. O ciberespaço como categoria geográfica. Brasília: GEA/IH/UnB, 2013. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/14214. Acesso em: 07 fev. 2022.