Pesquisa Crítica de Colaboração: o ensino de Língua Portuguesa pensado com os surdos para os surdos

Conteúdo do artigo principal

Maly Magalhães Freitas
https://orcid.org/0000-0001-6795-0543
Sueli Salles Fidalgo
https://orcid.org/0000-0001-6533-2346
Claudia Regina Vieira
https://orcid.org/0000-0002-5897-9122

Resumo

Este estudo, recorte de uma pesquisa de doutorado finalizada, objetivou compreender as possibilidades de ensino-aprendizagem de aspectos gramaticais da língua portuguesa para surdos que já tenham experiência com essa língua. Apoiou-se na teoria Histórico-Cultural (VYGOTSKY 1924 - 1934), e em autores que discutem o ensino-aprendizagem do português para surdos (PEREIRA, 2009; LODI, et al., 2015; VIEIRA, 2014; 2017). Está inserido na Pesquisa Crítica de Colaboração – PCCol (MAGALHÃES, 2006; FIDALGO, 2006, MAGALHÃES; FIDALGO, 2019) porque se baseia na negociação de sentidos e significados, possibilitando reflexão e transformação dos participantes. Os dados foram produzidos em um curso à distancia onde os participantes, ao concluírem, puderam expor suas impressões e sugestões sobre o curso. As análises revelaram que as possibilidades de ensino-aprendizagem do português para surdos perpassam por estratégias visuais de ensino que contemplem a Libras como língua mediadora em todas as etapas do ensino-aprendizagem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes do artigo

Como Citar
Freitas, M. M. ., Fidalgo, S. S. ., & Vieira, C. R. . (2022). Pesquisa Crítica de Colaboração: o ensino de Língua Portuguesa pensado com os surdos para os surdos. Ensino Em Re-Vista, 29(Contínua), e007. https://doi.org/10.14393/ER-v29a2022-7
Seção
DOSSIÊ 1: A EXPERIÊNCIA DA PESQUISA COLABORATIVA EM REDE

Referências

AGUIAR, W. M. J.; OZELLA, S. Núcleos de significação como instrumento para apreensão da constituição de sentidos. Psicologia: Ciência e profissão. Brasília, v.26, n.2, p. 222-245, jun. 2006. Disponivel em: https://doi.org/10.1590/S1414-98932006000200006. Acesso em 15 de janeiro de 2019.

AGUIAR, W. M. J.; OZELLA, S. Apreensão de sentidos: aprimorando a proposta dos núcleos de significação. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília, v. 94, n.236, p. 299-322, jan./abr. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbeped/a/Y7jvCHjksZMXBrNJkqq4zjP/abstract/?lang=pt#. Acesso em 22 de novembro de 2018.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SURDOS. Revista do I.N.S.M. Rio de Janeiro: I.N.S.M., n. 2, 1949. Disponível em: http://repositorio.ines.gov.br/ilustra/handle/123456789/378. Acesso em 14 maio 2020.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo, Martins Fontes: [1953] 1992.

BRASIL. Decreto 5626, de 22 de setembro de 2005. Regulamenta a Lei 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais e o art. 18 da Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial da União. Brasília, 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm. Acesso em: 1 maio 2017.

BRASIL. Lei 10.436 de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais. Diário Oficial da União. Brasília, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm. Acesso em: 1 maio 2017.

BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, texto e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999.

DORZIAT, A. Metodologias específicas ao ensino de surdos. Programa de Capacitação de Recursos Humanos do Ensino Fundamental Deficiência Auditiva, Brasília, v. I, n.4, p. 299-308, 1997.

FELIPE, T. A. Libras em contexto curso básico: Livro do Estudante. 8ª ed. Rio de Janeiro: Walprint gráfica e Editora, 2007.

FIDALGO, S. S. A linguagem da inclusão/exclusão-Escolar na história, nas leis e na prática educacional. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem) – Pontifícia Universidade Católica – PUC/SP, São Paulo, 2006.

FIDALGO, S. S. A Linguagem da Exclusão e da Inclusão Social na Escola. São Paulo: Editora Unifesp, 2018.

FREITAS, M. M. Ensino-aprendizagem de aspectos da língua portuguesa para surdos com experiência acadêmica: um estudo à luz da pesquisa crítica de colaboração. Orientadora: Sueli Salles Fidalgo. 2020. 218 f. Tese (Doutorado em Educação e Saúde na Infancia e na Adolescencia) Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2020.

GIORDANI, L. F. Encontros e desencontros da língua escrita. In: LODI, A. C. B.; MÉLO, A. D. B.; FERNANDES, E. Letramento, Bilinguismo e Educação de Surdos. Porto Alegre: Editora Mediação, 2015, p. 135 – 152.

GÓES, M. C. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas: Autores Associados, 1996.

KOCH, I. G. V. Desvendando os segredos do Texto. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 2011.

LODI, A. C. B.; MELO, A. D. B.; FERNANDES, E. Letramento, bilinguismo e educação de surdos. Porto Alegre: Mediação, 2015.

MAGALHÃES, M. C. C. Etnografia colaborativa e desenvolvimento do professor. In: Trabalhos de Linguística Aplicada. Campinas, n. 23, p. 71-78, jan/ jun 1994.

MAGALHÃES, M. C. C. Por uma Prática Crítica de Formação Contínua de Educadores. In: FIDALGO, S. S.; SHIMOURA, A. S. Pesquisa crítica de colaboração: Um percurso na formação docente. São Paulo: Ductor, 2006. p. 94-103.

MAGALHÃES, M. C. C.; FIDALGO, S. S. Reviewing Critical Research Methodologies for Teacher Education in Applied Linguistics. Delta, V. 35, n. 3, 2019.

MOURA, D. R. Libras e Leitura de Língua Portuguesa para Surdos. Curitiba: Appris, 2015.

PEREIRA, M. C. C. Leitura, escrita e surdez. 2. ed. São Paulo: FDE, 2009.

PEREIRA, M. C. C. Ensino da Língua Portuguesa para Surdos. Acervo Digital da Unesp. [entre 2014 e 2019] Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/unesp/252175/1/unesp-nead_reei1_ee_d11_da_texto1.pdf. Acesso em: 20 abr. 2019.

PINHEIRO, L. M. A “inclusão” escolar de alunos surdos: colaborações para pensar as adaptações curriculares. Curitiba: Appris, 2020.

SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: Educação especial: Língua Portuguesa para surdos. São Paulo: SME / COPED, 2019.

SCHÖN, D. A. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992.

SKLIAR, C. (org.). Atualidade da educação bilíngue para surdos. Porto Alegre: Mediação, 1999.

SMYTH, J. Teachers Work and the Politics of Reflection. American Educational Research Journal Summer, [S. l]. v. 29, n. 2, p. 267-300, 1992.

SOFIATO, C. G.; LEÃO, G. B. O. S. O uso da Iconografia/imagem na educação de surdos: diálogos possíveis. XVII Endipe – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino. Universidade Estadual do Ceará – Publicado no EdUEce, Livro 3, 2014.

SOUZA, R. M. Intuições “Linguísticas” sobre a Língua de Sinais nos séculos XVIII e XIX, a partir da compreensão de dois escritores surdos da época. Revista D.E.L.T.A., São Paulo, v. 19, n.2, p. 329-344, 2003.

VIEIRA, C. R. Bilinguismo e Inclusão: Problematizando a questão. Curitiba: Appris, 2014.

VIEIRA, C. R. Educação bilíngue para surdos: Reflexões a partir de uma Experiência Pedagógica. Orientadora: Karina Soledad Maldonado Molina Pagnez. 2017. 236 f. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, [1930] 1998.

VYGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, [1934] 2001 (Tradução de Paulo Bezerra).

VYGOTSKY, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Linguagem, desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo: Ícone, [1933] 1998.