Concepções e discursos sobre a docência: tensões, embates e perspectivas

Conteúdo do artigo principal

Edileuza Fernandes Silva
http://orcid.org/0000-0002-9837-2958
André Lúcio Bento
https://orcid.org/0000-0001-6404-3841

Resumo

Analisam-se concepções acerca da docência expressas na Resolução nº 2, de 1º de julho de 2015, na Portaria nº 38, de 28 de fevereiro de 2018 e em narrativas de três professores de cursos de licenciatura de uma instituição de ensino superior pública da região Centro-Oeste. A discussão é parte de estudo qualitativo em desenvolvimento sobre a formação didático-pedagógica de professores para a Educação Básica, cujos dados foram obtidos de documentos e entrevistas narrativas. As análises preliminares indicam que os documentos apresentam discursos e concepções de docência, articulados aos contextos social, político, econômico e educacional de sua elaboração. Os docentes que formam professores, compreendem a docência relacional como processo de trabalho coletivo, influenciada pelas experiências pessoais e acadêmicas. Há ainda a identificação da docência como sacerdócio e orientada pela pesquisa, expressando uma ambiguidade conceitual.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes do artigo

Como Citar
Silva, E. F. ., & Bento, A. L. . (2020). Concepções e discursos sobre a docência: tensões, embates e perspectivas. Ensino Em Re-Vista, 27(1), 15–39. https://doi.org/10.14393/ER-v27n1a2020-1
Seção
Dossiê O caminho se faz caminhando: formação docente no fazer e refazer

Referências

ANPED. Posição da ANPEd sobre texto referência - DCN e BNCC para formação inicial e continuada de Professores da Educação Básica. Disponível em: http://www.anped.org.br/news/posicao-da-anped-sobre-texto-referencia-dcn-ebncc-para-formacao-inicial-e-continuada-de. Acesso em: 11 de out. 2019.

ANTUNES, R.; PINTO, G.A. A fábrica da educação: da especialização taylorista à flexibilidade toyotista. São Paulo: Cortez, 2017.

ARROYO, M. G. Ofício de mestre: imagens e autoimagens. Petrópolis: Vozes, 2000.

BALL, S.J. Sociologia das políticas educacionais e pesquisa crítico-social: uma revisão das políticas educacionais e da pesquisa em políticas educacional. Currículo sem fronteira, v. 6, nº 2, p. 10-32, jul./dez. 2006. Disponível em: www.curriculosemfronteiras.org. Acesso em: 23 jul. 2019.

BRASIL. Emenda Constitucional nº 95, de 15 de dezembro de 2016. Altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal e dá outras providências. Brasília: DF, 2016.

______. Ministério da Educação. Resolução n. 2, de 01 de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 2 jul. 2015. Disponível em: http://pronacampo.mec.gov.br/images/ pdf/res_cne_cp_02_03072015.pdf. Acesso em: 23 jul. 2019.

______. Política Nacional de Formação de Professores. Brasília: 2017 (slides apresentados por Maria Helena Guimarães de Castro). Disponível em http://portal.mec.gov.br/docman/outubro-2017-pdf/74041-formacao-professor-final-18-10-17-pdf/file. Acesso em: 05 out. 2019.

BRZEZINSKI, I. Profissão professor: identidade e profissionalização docente. Brasília: Plano Editora, 2002.

CIAVATTA, M; RAMOS, M. A “era das diretrizes”: a disputa pelo projeto de educação dos mais pobres. In: Revista Brasileira de Educação, v. 17 nº 49 jan.-abr. 2012, p. 11-38. Rio de Janeiro.

CURADO SILVA, K.A.P.C. Professores com formação stricto sensu e o desenvolvimento da pesquisa na educação básica da rede pública de Goiânia: realidades, entraves e possibilidades. 2008. Tese (Doutorado em Educação) – PPGE – UFG, Goiânia.

CURADO SILVA, K.A.P.C.; LIMONTA, S.V. Formação de professores em uma perspectiva crítico-emancipadora: a materialidade da utopia. In: CURADO SILVA, K.A.P.C.; LIMONTA, S.V. (Orgs.). Formação de professores na perspectiva crítica: resistência e utopia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2014.

FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Brasília: Universidade de Brasília, 2001.

______. Analysing discourse. Textual analysis for social research. London: Routledge, 2003.

FARIAS, I.M.S.de. O discurso curricular da proposta para a BNC da formação de professores da educação básica. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 13, n. 25, p. 155-168, jan./mai.2019. Disponível em: http//www.esforce.org.br.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GARCIA, C.M.:A Formação de Professores: Novas Perspectivas, baseadas na investigação sobre o pensamento do professor. In: NÓVOA, A. Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1999.

HYPÓLITO, A.M. Trabalho docente e profissionalização: sonho prometido ou sonho negado? In: VEIGA, I.P.A e CUNHA, M.I.da. (Orgs.) Desmistificando a profissionalização do magistério. Campinas: Papirus, 1999.

INFOPÉDIA. Docência. In: Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-07-25 13:40:36]. Disponível em: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/docência. Acesso em: 25 jul. 18.

JÁEN, M.J. Os docentes e a racionalização do trabalho em educação: elementos para uma crítica da teoria da proletarização dos docentes. Teoria e Educação, Porto Alegre, nº 4, p. 74-90, 1991.

MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

MEC/CAPES, 2018. Portaria nº 38, de 28 de fevereiro de 2018. Institui o Programa de Residência Pedagógica. Brasília, DF. 2018.

NÓVOA, A. Para o estudo sócio-histórico da gênese e desenvolvimento da profissão docente. Teoria & Educação, Porto Alegre, 1991.

______. Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA, A. Os professores e a sua formação. Lisboa: Publicações Dom Quixote – Instituto de Inovação Educacional, 1992.

SÁNCHEZ VÁZQUEZ, 2007, A. Filosofia da práxis. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Cortez & Associados, 1991.

______. Formação de professores no Brasil: dilemas e perspectivas. In: Poíesis Pedagógica – V. 9, N. 1 jan/jun. 2011, pp. 07-19.

SCHÜTZ, A. El problema de la realidad social. Buenos Aires: Amorrortu, 1974.

SILVA, K.A.C.P.C.da; CRUZ, S.P.S. Formação e atuação de professores: perspectivas e trajetos de pesquisas. In: SILVA, K.A.C.P.C.da; CRUZ, S.P.S; CASSETARI, N.; ROCHA, D.R. Formação de professores: concepções e políticas. Jundiaí, SP: Paco, 2017.

SILVA, K.A.C.P.C.da. Epistemologia da práxis na formação de professores: perspectiva crítico-emancipadora. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2018.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.

THOMPSON, J.B. Ideologia e cultura moderna. Petrópolis: Vozes, 1995.

VEIGA, I.P.A. Caminhos da profissionalização do magistério. Campinas: Papirus, 1998.

VEIGA, I.P.A; AMARAL, A.L. (orgs.). Professor: Tecnólogo do ensino ou agente social? In: Formação de professores: políticas e debates. Campinas, SP: Papirus, 2002.

______.A aventura de formar professores. Campinas, SP: Papirus, 2009.

______. Professor: Tecnólogo do ensino ou agente social? In: VEIGA, I.P.A.; AMARAL, A.L. (orgs.). Formação de professores: políticas e debates. Campinas, SP: Papirus, 2002.

ZABALZA, M. A.; CERDEIRIÑA, M.A.Z. Formação e docência na educação básica e superior: novos tempos, novos rumos. In: VEIGA, I.P.A; VIANA, C.M.A.Q.; SILVA, E.F; MACHADO, L.C. (orgs.). Docência, currículo e avaliação: territórios referenciais para a formação docente. Curitiba: CRV, 2017.