Tecendo relações entre os conflitos socioambientais territoriais provocados por megaprojetos: COMPERJ e Suape e suas implicações para pescadores e pescadoras artesanais

Autores

  • Laura Rougemont Mestranda no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ)
  • Mercedes Solá Pérez Universidade Federal de Pernambuco - Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT81619869

Palavras-chave:

Pescadores/as artesanais, Políticas públicas de desenvolvimento, Conflitos socioambientais territoriais, COMPERJ, Suape

Resumo

As atuais políticas neodesenvolvimentistas constituem-se em intentos desesperados pela continuação da reprodução do capital. A estratégia de expandir o capital para áreas pouco exploradas economicamente é viabilizada no Brasil pelo PAC, ao qual estão atrelados inúmeros conflitos socioambientais territoriais. Propõe-se aqui um recorte focado na análise dos conflitos nos territórios das comunidades pesqueiras frente à instalação/ampliação de dois megaprojetos subvencionados pelo Governo Federal através do PAC, sendo estes: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - COMPERJ - e o Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros - Suape. Para isso, caracterizamos as comunidades situadas nos territórios, descrevemos de maneira sucinta as políticas de desenvolvimento - especialmente as relacionadas aos megaprojetos- e identificamos os conflitos que se estabelecem nos territórios das comunidades com os megaprojetos em questão. Em ambos os casos, COMPERJ e Suape, identificamos uma rede de infraestruturas e serviços viabilizados pelo Estado para possibilitar fluidez aos capitais privados, provocando uma maior dependência externa, desigualdade social, degradação do meio ambiente e a permanência da questão agrária.

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Publicado

19-08-2013

Como Citar

ROUGEMONT, L.; PÉREZ, M. S. Tecendo relações entre os conflitos socioambientais territoriais provocados por megaprojetos: COMPERJ e Suape e suas implicações para pescadores e pescadoras artesanais . Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 8, n. 16 Ago., p. 399–426, 2013. DOI: 10.14393/RCT81619869. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/19869. Acesso em: 14 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos