O MERGULHO AUTÔNOMO COMO FERRAMENTA DE ANÁLISE DA POLUIÇÃO MARINHA: UM ESTUDO NA BAÍA DA ILHA GRANDE (RIO DE JANEIRO, BRASIL)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG2610875868

Palavras-chave:

Conservação marinha, Mergulho autônomo, Unidades de conservação, Poluição marinha, Impacto ambiental

Resumo

A poluição marinha é uma questão cotidiana, frequentemente abordada em diversos meios de comunicação e debatida por muitos países. O presente trabalho teve como principal objetivo identificar, contabilizar e classificar os resíduos sólidos na Baía da Ilha Grande, além de discutir sua relação com os diferentes usos do ambiente marinho, com foco especial nas atividades de turismo e pesca. Os distintos usos da lâmina d’água se refletem na paisagem submersa, e essas modificações foram observadas, catalogadas e analisadas. A coleta de dados foi realizada por mergulhadores autônomos, utilizando a metodologia do Reef Check. Os resultados mostraram maior quantidade de resíduos nos mergulhos realizados na parte abrigada, indicando tendência de maior uso dessas áreas para turismo e algumas modalidades de pesca. Em contraste, os ambientes expostos apresentaram menor quantidade de resíduos, em sua maioria oriunda de atividades pesqueiras. Além dos dados numéricos, a participação dos mergulhadores autônomos foi extremamente positiva, enriquecendo a inserção social em projetos de conservação, especialmente em unidades de conservação de proteção integral.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Luiza Amaro Pessoa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Doutoranda em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Mestre em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, possui Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (Instituto de Educação de Angra dos Reis) e especialização em Análise Ambiental e Gestão do Território pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE. Atua como Divemaster da Escola de Mergulho Corsários Divers e possui experiência nas áreas de Conservação Ambiental, Monitoramento da Biodiversidade Marinha, Unidades de Conservação, Planejamento Ambiental, Resíduos Sólidos Flutuantes, Mergulho Recreacional e Mergulho Científico.

  • Thiago Gonçalves Pereira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Graduado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense. Mestre e Doutor em Geologia e Geofísica Marinha pela Universidade Federal Fluminense. Fez Pós-doutorado no Programa de Planejamento Ambiental e Energético - PPE da COPPE/UFRJ. Atualmente é Professor Associado do Instituto de Geografia da Uerj, onde também é e pesquisador permanente do Programa de Pós-graduação em Geografia, coordenador do Núcleo de Estudos Costeiros - NECost e pesquisador Procientista. Tem experiência em pesquisas relacionadas à dinâmica e evolução de ambientes costeiros, geomorfologia, morfodinâmica e mapeamento geomorfológico em ambientes sedimentares quaternários. Atua principalmente nos seguintes temas: Geomorfologia Costeira, Geologia Sedimentar, Morfodinâmica de Praia, Gerenciamento Costeiro, Impactos de Dragagem Portuária e Impactos Ambientais em Áreas Costeiras e Marinhas. 

  • Eduardo Godoy Aires de Souza, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

    Possui graduação em Biologia pela Universidade Federal de São Carlos (1996) e mestrado em Biociências e Biotecnologia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (2000). Trabalhou como guia de turismo ecológico entre 2000 e 2001 para a Trilharte (empresa de fotografia e ecoturismo do Rio de Janeiro). Entre 2001 e 2004 atuou como biólogo concursado da Prefeitura Municipal de Bombinhas ? SC trabalhando com licenciamento ambiental a nível municipal, fiscalização, ecoturismo nas unidades de conservação municipais e educação ambiental nas escolas. Além disso, participou da elaboração do Projeto Orla - Plano de Intervenção Bombinhas ? SC (MMA/MPOG) e do projeto de desenvolvimento da Agenda 21 local Nas Trilhas de Bombinhas aprovado pelo FNMA. Participou da elaboração do Plano de Manejo da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo - SC em 2003, juntamente com uma equipe da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). No mesmo ano reforçou a equipe responsável pelo estudo da ictiofauna no Rapid Assessment Protocol (RAP) da Ilha Grande: um levantamento da biodiversidade aprovado pelo FNMA e conduzido pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Entre dezembro de 2003 e abril de 2004 atuou como Diretor Executivo do Instituto VIDAMAR. Nessa organização não governamental sediada em São Francisco do Sul ? SC coordenou o projeto Peixes de Costão Rochoso de Santa Catarina em parceria com a PADI AWARE (Certificadora de mergulho) e o projeto Meros do Brasil apoiado pela Transporte Petrobrás LTDA (TRANSPETRO). Ingressou no IBAMA em abril de 2004, como contratado temporário, no Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas (CECAV). Trabalhou de 2005 a 2009 com processos de criação de unidades de conservação marinhas e costeiras, inicialmente no IBAMA e posteriormente no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) após sua criação em 2007. Em 2009 ingressou no ICMBio por meio de concurso público e assumiu a chefia da Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, unidade de conservação de uso sustentável situada em Paraty/RJ. Nessa função liderou uma equipe de 11 pessoas composta por servidores públicos e funcionários contratados que exercem diversas atividades relacionadas com a gestão de uma unidade de conservação como: proteção, comunicação social, licenciamento ambiental, educação ambiental, apoio à pesquisa, gestão socioambiental, relações interinstitucionais entre outros. Em 2014 foi cedido à Estação Ecológica de Tamoios, unidade de conservação de proteção integral situada em Paraty e Angra dos Reis/RJ, onde está lotado atualmente. 

Downloads

Publicado

08-12-2025

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

PESSOA, Luiza Amaro; PEREIRA, Thiago Gonçalves; SOUZA, Eduardo Godoy Aires de. O MERGULHO AUTÔNOMO COMO FERRAMENTA DE ANÁLISE DA POLUIÇÃO MARINHA: UM ESTUDO NA BAÍA DA ILHA GRANDE (RIO DE JANEIRO, BRASIL). Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 26, n. 108, p. 1–14, 2025. DOI: 10.14393/RCG2610875868. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/75868. Acesso em: 16 jan. 2026.