AS CIDADES MÉDIAS DE MATO GROSSO: PAPÉIS E INTERAÇÕES ESPACIAIS INTERESCALARES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG2610374301

Palavras-chave:

Cidades Médias, Rede Urbana, Mato Grosso

Resumo

A ascensão das cidades médias em Mato Grosso está ligada à expansão da fronteira agrícola a partir dos anos de 1980. Impulsionado por investimentos federais no âmbito da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO), pela implantação de redes técnicas estruturais e pelo crescimento de atividades ligadas ao agronegócio e ao mercado imobiliário, o segmento de rede urbana estadual passou por profundas transformações, com o aparecimento de cidades dinâmicas, que exercem importantes papéis de intermediação. Esse trabalho tem por objetivo identificar e analisar os papéis e as interações espaciais das cidades médias na rede de Mato Grosso. A pesquisa foi realizada com base em revisão da noção de cidade média; microdados da publicação “Regiões de influência das Cidades”; Ranking Empresas Mais de 2022 do Estadão; trabalho de campo e outros dados secundários. Os resultados do trabalho apontam que centros urbanos como Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra e Barra do Garças se estabelecem a partir dos anos 2000 como cidades médias, na medida em que passam a se destacar no comércio e agroindústrias, com atração de grandes grupos econômicos nacionais e internacionais, estabelecendo interações espaciais interescalares, e prestação de serviços públicos para amplas regiões de influências.

Downloads

Biografia do Autor

  • Reges Sodré, Universidade Federal de Rondonópolis

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Goiás. É professor dos cursos de graduação e pós-graduação (mestrado) em Geografia da Universidade Federal de Rondonópolis e líder do Grupo de Pesquisa Teoria e Prática da Geografia – GeoPrática (CNPq).

     

Downloads

Publicado

24-02-2025

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

SODRÉ, Reges. AS CIDADES MÉDIAS DE MATO GROSSO: PAPÉIS E INTERAÇÕES ESPACIAIS INTERESCALARES. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 26, n. 103, p. 118–137, 2025. DOI: 10.14393/RCG2610374301. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/74301. Acesso em: 28 mar. 2025.