GESTÃO DO RISCO EM BARRAGENS COM INDÍCIO DE RUPTURA IMINENTE: LIÇÕES APRENDIDAS COM O CASO DA BARRAGEM IPANEMA I

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG249263601

Palavras-chave:

Segurança de Barragens, Empreendedor, Situação de emergência

Resumo

O estudo apresenta o caso da Barragem Ipanema I durante situação de emergência, destacando as medidas tomadas para prevenção de ruptura e as lições aprendidas através da ótica do empreendedor. A metodologia consistiu na análise do impacto da cheia no barramento, elaboração de mancha de inundação para simulação de rompimento, monitoramento e articulação interinstitucional, definição e execução de solução emergencial. Verificou-se que a ocorrência de precipitações acima da média, associada ao rompimento de um barramento à montante, gerou o escoamento que provocou danos à estrutura da barragem Ipanema I. A simulação de rompimento estimou os tempos de chegada da onda de cheia que atingiria 81 imóveis ribeirinhos. Mediante tais informações, as defesas civis atuaram no acompanhamento e proteção às famílias potencialmente afetadas. Em paralelo, a articulação com diversos órgãos nas esferas governamentais possibilitou definir e executar a solução da recuperação emergencial, que consistiu na recuperação dos pontos de infiltração e da área erodida do talude, e na elevação do muro lateral da bacia do vertedouro. Por fim, o estudo de caso da Barragem Ipanema I em muito contribuiu para fomentar a aplicação da Política de Segurança de Barragens, especialmente em situações adversas que requerem agilidade para minimização de riscos.

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Biografia do Autor

Anna Elis Paz Soares, Universidade Federal de Pernambuco

Doutoranda em Engenharia Civil com ênfase em Recursos Hídricos e Tecnologia Ambiental pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestra e Engenheira Civil pela Universidade de Pernambuco (UPE-2017-2019), foi bolsista da CAPES no Programa Ciências sem Fronteiras, cursando a graduação sanduíche no Illinois Institute of Technology-IIT e Academic Training na Auburn University-AU. Técnica em Saneamento Ambiental pelo Instituto Federal de Pernambuco (IFPE-2010). Atua na área de recursos hídricos e saneamento desde 2010, sendo funcionária da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Atualmente, trabalha na Secretaria Executiva de Recursos Hídricos de Pernambuco.

Alexson Caetano da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (2017), onde também obteve a graduação em Engenharia Civil (2014). Atualmente é doutorando em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos, com ênfase em Recursos Hídricos, pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil da UFPE e gestor técnico na Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco. Atua na área de Engenharia Civil com ênfase nos seguintes temas: Modelagem Hidrológica; Modelagem em Fluidodinâmica Computacional; Projeto de Infraestrutura; Projeto Rodoviário; Drenagem Urbana e Drenagem Rodoviária; Segurança de Barragens.

Amanda Rafaely Monte do Prado, Universidade de Pernambuco

Mestranda em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco - POLI/UPE. Engenheira Civil pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco - POLI/UPE. Técnica em Edificações pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - IFPE. Servidora da Companhia Pernambucana de Saneamento - COMPESA, estando atualmente cedida para a Secretaria Executiva de Recursos Hídricos de Pernambuco. Membro do Grupo de Recursos Hídricos da Escola Politécnica de Pernambuco (AquaPoli), onde participa de pesquisas acerca do uso racional e conservação de água em Instituições de Ensino Superior e Prédios Públicos Administrativos. Tem interesse profissional de atuar na área de Engenharia Civil com enfoque em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental.

Fernandha Batista Lafayette, Universidade Federal de Pernambuco

Doutora em Engenharia Civil - Recursos Hídricos e Tecnologia Ambiental pela Universidade Federal de Pernambuco (2021). Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (2009), realizou intercâmbio semestral na University of Missouri - USA (2007), possui mestrado em Engenharia Civil - Recursos Hídricos e Tecnologia Ambiental pela Universidade Federal de Pernambuco (2012). Atualmente gere a Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado de Pernambuco, preside o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, e é segunda suplente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Simone Rosa da Silva, Universidade de Pernambuco

Doutora em Engenharia Civil com ênfase em Recursos Hídricos e Tecnologia Ambiental pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE-2006). É Engenheira Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/1989), Mestre em Engenharia Civil pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS (IPH/UFRGS-1993). Livre Docente pela Universidade de Pernambuco (UPE-2016), atua na área de recursos hídricos em Pernambuco desde 1992, tendo iniciado como pesquisadora do Instituto de Pesquisas Agronômicas e ocupado diversos cargos no Governo do Estado. Ingressou como docente na UPE em 2009 onde é Professora Associada. Atualmente exerce o cargo de Secretária Executiva de Recursos Hídricos de Pernambuco.

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Publicado

04-04-2023

Como Citar

SOARES, A. E. P.; SILVA, A. C. da; PRADO, A. R. M. do; LAFAYETTE, F. B.; SILVA, S. R. da. GESTÃO DO RISCO EM BARRAGENS COM INDÍCIO DE RUPTURA IMINENTE: LIÇÕES APRENDIDAS COM O CASO DA BARRAGEM IPANEMA I. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 24, n. 92, p. 275–287, 2023. DOI: 10.14393/RCG249263601. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/63601. Acesso em: 12 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos