IMPACTOS AMBIENTAIS DA SUINOCULTURA NO MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA (MG): POSSIBILIDADES DE SUA MITIGAÇÃO POR MEIO DO USO DE BIODIGESTORES

Autores

  • Rodrigo Cavalcanti do Nascimento
  • Gelze Serrat de Souza Campos Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG134316520

Palavras-chave:

Biodigestor anaeróbio, Suinocultura, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.

Resumo

Devido à implantação de projetos integrados no setor de suínos no Triângulo Mineiro (MG), empresas transnacionais e cooperativas de Uberlândia passaram a utilizar novas tecnologias e técnicas de produção na busca de outros mercados e aumento nos ganhos financeiros. Ao mesmo tempo, a expansão do setor provocou graves impactos ambientais causados pelo acúmulo de dejetos de suínos na água e solo. Com o avanço das discussões ambientais, a instalação dos projetos de biodigestores anaeróbios, baseados na metodologia do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), tem se tornado quase obrigatória entre os produtores rurais. O presente artigo, portanto, procura apresentar as características dos biodigestores anaeróbios utilizados na suinocultura, bem como analisar a sua implantação e o seu papel na minimização dos impactos dessa atividade econômica, em Uberlândia. A partir de dados secundários e trabalhos de campo, verificou-se que o uso de biodigestores anaeróbios mostrou-se bastante eficaz no tratamento de efluentes de suínos. A pesquisa também identificou que das 671 propriedades suinoculturas (2006) existentes no município, apenas 27 encontravam-se regularizadas ambientalmente, em 2010. Tal situação pode resultar em graves consequências ambientais para o município, devido à ausência ou ineficiência do tratamento dos efluentes dos suínos ou da má utilização dos biodigestores e de seus subprodutos.

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Publicado

15-09-2012

Como Citar

DO NASCIMENTO, R. C.; RODRIGUES, G. S. de S. C. IMPACTOS AMBIENTAIS DA SUINOCULTURA NO MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA (MG): POSSIBILIDADES DE SUA MITIGAÇÃO POR MEIO DO USO DE BIODIGESTORES. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 13, n. 43, p. 230–243, 2012. DOI: 10.14393/RCG134316520. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/16520. Acesso em: 1 mar. 2024.

Edição

Seção

Artigos