CONDIÇÕES AMBIENTAIS DA FONTE H͍DRICA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA - AMAZÔNIA ORIENTAL - BRASIL

Autores

  • Silvia Clicia Corrêa dos Santos Universidade Federal do Pará
  • Nelane Marques da Silva Universidade Federal do Pará
  • Adryane Gorayeb Universidade Estadual do Ceará
  • Luci Cajueiro Carneiro Pereira Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG113616072

Palavras-chave:

Qualidade da água, Região Bragantina, Amazônia Oriental

Resumo

O município de Bragança, localizado na porção nordeste do estado do Pará, tem como fonte principal de abastecimento humano o rio Chumucuí, afluente da margem esquerda do rio Caeté. O rio Chumucuí é utilizado como ponto de captação de água para o abastecimento público da cidade desde 1988, com gerenciamento da Companhia de Saneamento do Pará - COSANPA. Apesar da aparente abundância de água na região amazônica, parte significativa da população bragantina enfrenta dificuldades relacionadas à qualidade e distribuição, o que resulta em várias problemáticas, principalmente no que diz respeito à saúde dos consumidores. Deste modo, a pesquisa tem como objetivos analisar a qualidade hídrica do ponto de captação de água no rio Chumucuí, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela Resolução CONAMA n° 357 (2005) e identificar os principais fatores que interferem nas características físicas, químicas e no teor de coliformes termotolerantes da água. Foram coletadas 7 amostras de água no período de FEV./2006 a FEV./2007, de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (1987) para a coleta, preservação e armazenamento das amostras. As análises laboratoriais tiveram por referência os procedimentos da American Public Health Association - APHA (1998). Os resultados da pesquisa revelaram que a água do rio Chumucuí encontra-se dentro dos padrões estabelecidos para a Classe 2, fazendo-se necessário o tratamento convencional para o consumo humano, o que não ocorre na prática devido ao precário sistema de tratamento de água da cidade. Portanto, é imprescindível uma reestruturação da Estação de Tratamento de água - ETA de Bragança e ampliação da distribuição de água potável no município, uma vez que a rede só atende parte da área urbana e a saúde pública municipal está diretamente relacionada com a qualidade da água consumida.

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Biografia do Autor

Nelane Marques da Silva, Universidade Federal do Pará

possui graduação em Bacharelado em Ciências Biológicas Modalidade Biologia pela Universidade Federal do Pará (1994), especialiazação em Oceanografia (1999) e mestrado em Ecologia de Ecossistemas Costeiros e Estuarinos pela Universidade Federal do Pará (2002). Atualmente é Professor Assistente IV, da Universidade Federal do Pará, do Instituto de Estudos Costeiros (IECOS), Campus de Bragança. Doutoranda do Programa de Pós-graduação de Ecologia de Ecossistemas Costeiros e Estuarinos (EECE). Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas, atuando principalmente nos seguintes temas: moluscos, coletores artificiais, educação ambiental, rio Caeté e região bragantina.

Luci Cajueiro Carneiro Pereira, Universidade Federal do Pará

Possui graduação em Ciências Biológicas - Bacharelado pela Universidade Federal de Pernambuco (1995), Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco (1994), Mestrado em Oceanografia Abiótica pela Universidade Federal de Pernambuco (1998) e Doutorado em Ciencias del Mar - Universitat Politecnica de Catalunya (2001). Atualmente é professora adjunto IV da Universidade Federal do Pará e Membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (jovem doutor, 2008-2013). Tem experiência na área de Oceanografia, com ênfase em Gerenciamento Costeiro e Dinâmica Costeira, atuando na zona costeira amazônica.

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Publicado

02-01-2011

Como Citar

SANTOS, S. C. C. dos; SILVA, N. M. da; GORAYEB, A.; PEREIRA, L. C. C. CONDIÇÕES AMBIENTAIS DA FONTE H͍DRICA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA - AMAZÔNIA ORIENTAL - BRASIL. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 11, n. 36, p. 100–112, 2011. DOI: 10.14393/RCG113616072. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/16072. Acesso em: 17 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos