O ensino de línguas à luz da Teoria Histórico-Cultural: atribuindo sentidos ao inglês ao longo da infância e adolescência
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Este artigo propõe uma reflexão sobre o ensino da língua inglesa a partir da Teoria Histórico-Cultural (THC), com base nos estudos de Vigotski, Leontiev e Luria. Fundamentado em uma revisão teórica, o texto destaca conceitos centrais como mediação, zonas de desenvolvimento (real, proximal e potencial), interiorização, apropriação, pensamento e linguagem, atividade de estudo e consciência. A partir do termo russo obutchénie, os autores defendem que ensino e aprendizagem são processos interdependentes e dialéticos, que exigem uma atuação docente intencional e contextualizada. O trabalho enfatiza a importância dos sentidos pessoais atribuídos pelos estudantes ao processo de aprendizagem do inglês, defendendo que a motivação intrínseca e a afetividade são elementos fundamentais para o desenvolvimento humano. O ensino da língua deve estar vinculado à realidade dos estudantes, articulando seus interesses, repertórios culturais e experiências prévias. Ao valorizar o papel do professor como mediador e promotor de ambientes significativos, o estudo aponta para a construção de práticas pedagógicas mais humanizadoras. Conclui-se que o sucesso do ensino de inglês, à luz da THC, depende da articulação entre os sentidos subjetivos dos aprendizes e os significados sociais do contexto escolar e cultural em que estão inseridos.
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