Do associacionismo à compreensão Histórico-Cultural do utchénie
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Resumo
O artigo examina o problema da assimilação dos conhecimentos no contexto do desenvolvimento histórico das abordagens psicológicas de utchénie. Mostra-se que o associacionismo, o behaviorismo, a psicologia da Gestalt e a concepção de J. Piaget superaram, de diferentes maneiras, os limites da compreensão mecanicista da psique, mas não ofereceram uma explicação consequente da atividade daquele que aprende como sujeito de sua própria ação. Dá-se atenção especial à concepção de assimilação dos conhecimentos elaborada por D. N. Bogoyavlensky e N. A. Menchinskaia. Argumenta-se que essa concepção representou um passo importante na superação da abordagem associacionista estreita, pois passou a considerar a assimilação como um processo integral que envolve percepção, memória, pensamento, análise e síntese, além de levar em conta o papel da personalidade, dos motivos e das particularidades individuais do aluno. Ao mesmo tempo, revela-se o limite interno dessa concepção: utchénie é descrito em termos de atividade sobretudo no plano motivacional e finalístico, enquanto o lado processual da assimilação permanece vinculado à lógica da formação de associações e ao esquema sensualista “percepção → compreensão → memorização → aplicação”. Demonstra-se que a superação posterior desse limite só se torna possível com a passagem à teoria da atividade de estudo de D. B. Elkonin, V. V. Davidov e V. V. Repkin, na qual a assimilação dos conhecimentos é compreendida não como um processo que antecede a ação, mas como um momento da construção e reconstrução do modo de ação do sujeito. Conclui-se que o conceito de atividade de estudo permite repensar a assimilação como momento interno da formação do aluno como sujeito de seu próprio desenvolvimento.
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Referências
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