Estatuto ontológico da subjetividade em uma perspectiva histórico-cultural e lukácsiana

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Guilherme Wagner

Resumo

O presente trabalho discute o estatuto ontológico da subjetividade a partir de uma perspectiva histórico-cultural e lukácsiana, articulando os fundamentos marxistas de Vigotski, Lukács e González Rey. Examina-se a crítica às concepções modernas e pós-modernas que reduziram a subjetividade a fenômenos internos ou meramente discursivos, negando-lhe estatuto ontológico próprio. Do mesmo modo, argumenta-se que, no âmbito da psicologia soviética, a Teoria da Atividade objetivou o psiquismo ao privilegiar a atividade como categoria explicativa central, preservando, em última instância, a dicotomia entre o interno e o externo. Lukács, ao propor uma ontologia do ser social, avançou ao reconhecer a atividade subjetiva no pôr teleológico, mas permaneceu preso à teoria do reflexo. González Rey supera esse limite ao conceber a subjetividade como qualidade simbólico-emocional dos processos humanos, socialmente configurada e historicamente situada. Sua teoria propõe uma lógica configuracional da subjetividade, composta por sentidos subjetivos e configurações subjetivas, que articulam as dimensões individual e social em permanente tensão e reconstrução. A emergência do sujeito ocorre quando indivíduos ou grupos criam vias próprias de subjetivação, podendo ou não promover desenvolvimento subjetivo. A análise culmina na compreensão da subjetividade como dimensão constitutiva do ser social, cuja produção simbólico-emocional integra objetividade e subjetividade, superando dualismos clássicos e possibilitando uma leitura dialética e criadora da experiência humana.

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VARIA/VARIES

Como Citar

Wagner, G. (2026). Estatuto ontológico da subjetividade em uma perspectiva histórico-cultural e lukácsiana. Obutchénie. Revista De Didática E Psicologia Pedagógica, 10(Contínua), 01-30. https://doi.org/10.14393/OBv10.e2026-36

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