HIPERPLASIA MAMÁRIA FELINA - RELATO DE CASO

Autores

  • Diego Carvalho Viana Universidade de São Paulo
  • Amilton Cesar dos Santos Universidade de São Paulo/Doutorando em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres
  • Leandro Almeida Rui Universidade de São Paulo
  • Daniela Moraes de Oliveira Universidade de São Paulo/Doutorando em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres
  • Arannadia Barbosa Silva Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ)
  • Francisco das Chagas Flávio Carvalho Costa Universidade Federal do Maranhão
  • Antônio Chaves de Assís Neto Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Felino, glândula mamária, hiperplasia, progestágenos

Resumo

A hiperplasia mamária felina (HMF) pode ser desenvolvida por um transtorno do organismo dependente de substâncias progestacionais naturais ou sintéticas, caracterizada por um rápido aumento de uma ou mais glândulas mamárias. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de hiperplasia mamária em um felino. Uma gata, sem raça definida, com onze meses de idade, nulípara, foi encaminhada ao setor de clínica do Hospital Veterinário da Universidade Estadual do Maranhão com um histórico de redução do apetite e aumento de volume de todas as cadeias mamárias, o qual ocorreu dias após a administração de um contraceptivo, à base de acetato de medroxiprogesterona. De acordo com a anamnese e o exame clínico suspeitou-se de hiperplasia mamária felina. Como terapia, foi proposta a realização da ovariosalpingohisterectomia, porém o animal veio a óbito alguns dias após o procedimento. A utilização de progestágenos sintéticos na espécie felina, em decorrência de sua forte predisposição ao desenvolvimento de hiperplasia mamária, é de grande risco, sendo, nesse caso, necessário rápido diagnóstico e intervenção terapêutica na tentativa de conter a evolução do quadro clínico e evitar complicações que podem culminar com o óbito do animal.

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Biografia do Autor

Diego Carvalho Viana, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Maranhão (2009) e mestrado em Ciência Animal pela Universidade Estadual do Maranhão (2012). Atualmente doutorando pela Universidade de São Paulo no programa de Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres.

Amilton Cesar dos Santos, Universidade de São Paulo/Doutorando em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres

Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo com Bolsa da FAPESP. Graduado em Letras (bacharel) (2005) e Ciências Biológicas (licenciatura) (2010) pelo Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos, onde desenvolveu iniciação científica pela FAPESP (2009-2011). Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Anatomia Animal, Histologia e Morfofisiologia da reprodução. Representante discente da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo nos anos de 2011 e 2012.

Leandro Almeida Rui, Universidade de São Paulo

Atualmente é mestrando da Universidade de São Paulo.

Daniela Moraes de Oliveira, Universidade de São Paulo/Doutorando em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres

Possui graduação em Medicina Veterinaria pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista (2009) e mestrado em Medicina Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinári e Zootecnia de São Paulo (2012). Atualmente é Doutoranda da Universidade de São Paulo, médica veterinária colaboradora ao canil GRMD da Universidade de São Paulo, programa de aperfeiçoamento do ensino (PAE) da Universidade de São Paulo e monitora da anatomia I da Universidade de São Paulo, atuando principalmente nos seguintes temas: Anatomia ultrassonográfica; Distrofia Muscular dos Goldens Retriever (GRMD).

Arannadia Barbosa Silva, Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ)

Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Maranhão/ UEMA. Mestre em Ciência Animal-CCA/UEMA com ênfase em patogênese, epidemiologia e controle de doenças dos animais. Atualmente, doutoranda do Programa de Pós-Graduação Biodiversidade e Saúde no Instituto Oswaldo Cruz/FIOCRUZ, linha de pesquisa de bionomia, monitoramento e controle de artrópodes vetores e de importância forense.

Francisco das Chagas Flávio Carvalho Costa, Universidade Federal do Maranhão

Prof. colaborador no curso de Medicina, Universidade Federal do Maranhão

Antônio Chaves de Assís Neto, Universidade de São Paulo

Médico Veterinário pela Universidade Federal do Piauí (04/1999), mestre (05/2002) e Doutor (12/2005) em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo. Realizou Pós-doutoramento pela University of California/Department Reproduction and Heath Population - UCDavis - EUA (12/2007). Atualmente é Professor Associado - Livre Docente (09/2012) da Universidade de São Paulo, Membro da Comissão do Programa de Pós-graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres da FMVZ/USP, assessor ad hoc da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e revisor de revistas científicas: Reproduction Domestics Animal, PVB e outras. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Anatomia, Biologia da Reprodução e do Desenvolvimento Animal, atuando principalmente nos seguintes temas: Anatomia, estereiodogênese, espermatogênese, morfofisiologia placentária comparada e animais silvestres.

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Publicado

2013-07-30

Como Citar

Viana, D. C., dos Santos, A. C., Rui, L. A., Oliveira, D. M. de, Silva, A. B., Carvalho Costa, F. das C. F., & Neto, A. C. de A. (2013). HIPERPLASIA MAMÁRIA FELINA - RELATO DE CASO. Veterinária Notícias, 18(2). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/19815