Percepção espacial da violência e do medo pelos moradores dos bairros Morumbí e Luizote de Freitas em Uberlândia/MG / Space perception of violence and fear of the residents of neighborhoods Morumbi and Luizote de Freitas in Uberlândia/MG
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Como Citar

FERREIRA SANTOS, M. A.; DE LIMA RAMIRES, J. C. Percepção espacial da violência e do medo pelos moradores dos bairros Morumbí e Luizote de Freitas em Uberlândia/MG / Space perception of violence and fear of the residents of neighborhoods Morumbi and Luizote de Freitas in Uberlândia/MG. Sociedade & Natureza, [S. l.], v. 21, n. 1, 2009. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/9463. Acesso em: 22 maio. 2022.

Resumo

RESUMO: Objetivou-se a analisar a percepção espacial que os moradores dos bairros Luizote de Freitas e Morumbi têm da violência e do medo; e a partir de entrevistas constatou-se que os homicídios, o tráfico de drogas e os roubos são os crimes que causam mais temor à população. Além disso, muitos moradores afirmaram que temem trafegar por ruas cuja iluminação é ineficiente, ou que apresentem um baixo número de pessoas circulando. Muitos moradores declararam que sentem a falta de atuação da segurança pública no local, fator este que os levam a desenvolver uma ansiedade maior no que se refere à criminalidade violenta no bairro. Constatou-se que, em ambos os bairros há uma preocupação com relação aos espaços vazios, já que eles apresentam características que facilitam a atuação de infratores. Percebeu-se, ainda, que para eles, a ausência da segurança pública, ou seja, a ausência de policiamento ostensivo no bairro auxilia na presença dos transgressores no local. Vale ressaltar que a percepção espacial é um fenômeno individual, que difere em intensidade e modo de expressão, mas quando uma comunidade mantém laços de solidariedade com o lugar por ela ocupado, o sentimento para com o mesmo torna-se um fator coletivo, pois o valor que se atribui ao lugar torna-se unívoco. Conclui-se que os moradores são os principais sujeitos para falar sobre o espaço no qual habitam, pois eles vivem tais espaços cotidianamente e, portanto, se constituem como parte viva dele.
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