A Universidade nas frestas
manifesto por uma extensão sentipensante
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2025-81985Palabras clave:
Extensão sentipensante, Colonialidade do saber, Educação libertadora, Florestania, Ética do cuidadoResumen
Este texto propõe uma travessia poética e ética pela universidade, questionando as estruturas coloniais que ainda sustentam o saber e o ensinar. Inspirado por autores como Paulo Freire, Dussel, Krenak e Conceição Evaristo, o manifesto convoca uma educação que brota do chão, das águas e das gentes – uma extensão que sente e pensa, que escuta e partilha. A narrativa entrelaça a crítica à colonialidade do poder, conforme Aníbal Quijano, à urgência de uma ética do cuidado e da alteridade, como propõe Dussel, e à florestania de Krenak, que resgata a vida como território comum. A extensão sentipensante, assim, é apresentada como corpo inteiro, prática que se enraíza no território e floresce no encontro entre universidade e comunidade, na qual o saber não é extraído, mas composto, partilhado e vivido. Trata-se, desse modo, de um manifesto por uma universidade que respira, escuta e caminha com o mundo.
Descargas
Referencias
ANZALDÚA, G. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 8, n. 1, p. 229-236, 2000. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/24327358. Acesso em: 25 mar. 2026.
braga, gleicielly. zopelaro. Cartas para minha vó: um dedo de prosa sobre práticas de cuidado e formação em saúde. 2023. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2023. Disponível em: https://app.uff.br/riuff/handle/1/34716. Acesso em: 25 mar. 2026.
DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão. Petrópolis: Vozes, 2002.
EVARISTO, C. Becos da memória. Belo Horizonte: Nandyala, 2006.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz & Terra, 2011.
KRENAK, A. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
MALDONADO-TORRES, N. Sobre a colonialidade do ser: contribuições para o desenvolvimento de um conceito. Rio de Janeiro: Via Verita, 2022.
MARIA Padilha – Arreda homem. Ikaro Ogãn OFC. [S. l.]: Ícaro Nathan Silva Montenegro, 14 jul. 2024. 1 vídeo (1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0WUGSta_K4g. Acesso em: 25 mar. 2026.
QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Buenos Aires: Clacso, 2005.
RIBEIRO, D. Os brasileiros: teoria do Brasil. Petrópolis: Vozes, 1978.
RUFINO, L. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.
SANTOS, A. B. Colonização, quilombos: modos e significados. Brasília: INCTI; UnB; MCTI, 2015.
tammela, ricardo. narrativas de uma extensão sentipensante: quando caminhamos nessa deriva, acontece o amor. Em Extensão, Uberlândia, v. 23, n. 2, p. 4-18, 2024. DOI 10.14393/REE-2024-74726. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revextensao/article/view/74726. Acesso em: 25 mar. 2026.
tammela, ricardo. nos caminhos de uma extensão sentipensante. 2022. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Teologia e Humanidades, Universidade Católica de Petrópolis, Petrópolis, 2022.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 gleicielly zopelaro braga, Jaqueline Gomes de Jesus

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Los autores que publican en esta revista acuerdan mantener los derechos de autor y conceder a la revista el derecho de primera publicación, con el trabajo simultáneamente licenciado bajo la Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0 Internacional.


