A Universidade nas frestas
manifesto por uma extensão sentipensante
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2025-81985Palavras-chave:
Extensão sentipensante, Colonialidade do saber, Educação libertadora, Florestania, Ética do cuidadoResumo
Este texto propõe uma travessia poética e ética pela universidade, questionando as estruturas coloniais que ainda sustentam o saber e o ensinar. Inspirado por autores como Paulo Freire, Dussel, Krenak e Conceição Evaristo, o manifesto convoca uma educação que brota do chão, das águas e das gentes – uma extensão que sente e pensa, que escuta e partilha. A narrativa entrelaça a crítica à colonialidade do poder, conforme Aníbal Quijano, à urgência de uma ética do cuidado e da alteridade, como propõe Dussel, e à florestania de Krenak, que resgata a vida como território comum. A extensão sentipensante, assim, é apresentada como corpo inteiro, prática que se enraíza no território e floresce no encontro entre universidade e comunidade, na qual o saber não é extraído, mas composto, partilhado e vivido. Trata-se, desse modo, de um manifesto por uma universidade que respira, escuta e caminha com o mundo.
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