Lei Maria da Penha em miúdos: os quadrinhos e a decolonialidade em sala de aula
los cómics y la descolonialidad en el aula
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2026-81843Palabras clave:
Cómics, Multialfabetización, Educación descolonialResumen
Este artículo es un extracto de la investigación de máster (en curso) del Programa de Posgrado en Educación de la Universidad Estatal de Montes Claros (Unimontes). El texto tenía como objetivo identificar las funcionalidades y potencialidades analítico-discursivas del cómic (HQ) «Lei Maria da Penha em miúdos», escrito por Madu Macedo en 2021, como recurso didáctico en la enseñanza de la lengua portuguesa, capaz de reconocer el desarrollo de prácticas y multialfabetizaciones desde una perspectiva descolonial. Se trata de una investigación cualitativa que se basa en el Análisis del Discurso (AD), concretamente en los procesos de Formación Ideológica (FI) y Formación Discursiva (FD), para validar dicho cómic como recurso de construcción crítica de significados a través de la enseñanza. Los resultados sugieren que, aunque informativa, la historieta se estructura en torno a una FD que universaliza la categoría «mujer» y borra los marcadores históricos de las experiencias femeninas. En consecuencia, se plantean propuestas de intervención que establezcan problematizaciones, en el aula, sobre cómo el machismo y la cultura del control se perpetúan en los ciclos de violencia. A partir de este proceso formativo, se hace evidente que la marginación de las mujeres negras, pobres, transgénero e indígenas responde a una pedagogización acrítica para el reconocimiento de un instrumento homogéneo de protección: la ley.
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