El manga, la cultura juvenil y la formación del lector
vínculos entre la lectura, la literatura y las competencias literarias
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2026-81527Palabras clave:
Manga, Lectura, Identificación afectiva, Multialfabetización, Cultura juvenilResumen
Este artículo investiga el manga como artefacto cultural y género perteneciente al ámbito literario, analizando sus relaciones con las prácticas de lectura contemporáneas y con los supuestos teóricos de la multialfabetización. Teniendo en cuenta la distancia entre las prácticas lectoras juveniles y la legitimación promovida por la escuela, se debate cómo el manga, como narrativa secuencial, multimodal y ampliamente consumida, puede contribuir a la formación del lector en el siglo XXI. Basándose en autores como Chartier, Rojo, Luyten, Candido y Vygotsky, el estudio examina tres ejes centrales: la deslegitimación de las «lecturas salvajes», el papel de la multimodalidad en la constitución del lector contemporáneo y las articulaciones entre cultura, afectividad y prácticas de lectura. Se argumenta que el manga dialoga directamente con las exigencias formativas previstas por la Base Nacional Común Curricular (BNCC), ofreciendo oportunidades para el desarrollo de la lectura crítica, el análisis semiótico y la participación cultural de los estudiantes. A la luz de la investigación realizada, se concluye que su incorporación a la escuela no representa una concesión al entretenimiento, sino una práctica coherente con la complejidad de los textos y las culturas juveniles en la contemporaneidad.
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