Entre espelhos e escrevivências
um relato de experiência sobre o curso “Arrebentando Margens”, de Conceição Evaristo
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2026-81672Palavras-chave:
Escrevivência, Literatura, Educação, Mulheres negras, Formação docenteResumo
Este relato de experiência objetivou compartilhar reflexões advindas da minha participação no curso “Arrebentando Margens”, conduzido por Conceição Evaristo, realizado na Casa Rui Barbosa, no Rio de Janeiro/RJ. O curso ocorreu nos formatos presencial e remoto, sendo composto por quatro encontros com duração de três horas cada. A partir do conceito de escrevivência como prática coletiva de denúncia e afirmação, os encontros evidenciaram o papel da memória e da experiência na construção de narrativas que reconfiguram marcadores sociais da diferença, especialmente no que diz respeito às mulheres afro-brasileiras e afro-diaspóricas. Aqui, proponho-me a compartilhar impressões e aprendizados, tendo por foco a formação docente pautada no antirracismo e na escrevivência. Destaco os momentos mais marcantes durante as aulas e crio uma conexão com minha atuação como professora formadora na rede estadual do Rio de Janeiro/RJ, compondo uma travessia afetiva e profissional. Ademais, este relato se propôs a alcançar aqueles que não puderam participar do curso, oferecendo-lhes uma amostra do conteúdo e da potência da presença de Conceição Evaristo. Ao mesmo tempo, pretendeu-se dialogar com quem esteve presente, como uma oportunidade de rememorar experiências e reativar as reflexões que a autora provocou.
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