Cuerpo, naturaleza y multiespecies: una perspectiva de ecología profunda sobre la experiencia sensorial en paisajes naturales heridos

Contenido principal del artículo

María Luz Ruiz Bañón
Melissa Fayad Milken

Resumen

Este artículo explora cómo la experiencia directa de paisajes naturales reconfigura la percepción del yo y activa una reconexión profunda con el mundo vivo. Se busca analizar cómo estos vínculos vividos permiten desactivar la insensibilización frente a la crisis ecológica y fomentan una conciencia ecológica encarnada. Para ello, adoptamos una metodologia cualitativa, teórico-fenomenológica, que combina revisión bibliográfica con narrativas de campo obtenidas en Brumadinho (Minas Gerais, Brasil), escenario de un ecocídio. A la luz de la ecología profunda, la fenomenología del cuerpo y los ensamblajes multiespecie, analizamos cómo el contacto directo con estos entornos propicia identificación, aprendizaje somático y responsabilidad interespecie. Los resultados muestran que la percepción sensible del entorno inspira acciones ético-políticas en defensa del planeta. En conclusión, una educación ecosófica basada en el cuerpo y el arte constituye una vía transformadora clave para reconstruir nuestra relación con la naturaleza desde una sensibilidad activa y comprometida.

Detalles del artículo

Sección

DOSSIE

Cómo citar

Bañón, M. L. R., & Milken, M. F. (2026). Cuerpo, naturaleza y multiespecies: una perspectiva de ecología profunda sobre la experiencia sensorial en paisajes naturales heridos. Ensino Em Re-Vista, 33(Contínua), 1-28. https://doi.org/10.14393/ER-v33e2026-13

Referencias

ABRAM, D. The spell of the sensuous: perception and language in a more-than-human world. New York: Pantheon Books, 1996.

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Encarte especial sobre a Bacia do Rio Doce: rompimento da barragem de Mariana/MG. Conjuntura dos Direitos Hídricos no Brasil - Informe 2015. Brasília, DF: Superintendência de Planejamento de Recursos Hídricos - SPR, 2016. Disponível em: https://biblioteca.ana.gov.br/sophia_web/Acervo/Detalhe/65829. Acesso em: 31 jan. 2026.

AKÓMOLÁFÉ, B. These wilds beyond our fences: letters to my daughter on humanity’s search for home. Berkeley: North Atlantic Books, 2022.

ANDREOTTI, V. Hospicing modernity: facing humanity’s wrongs and the implications for social activism. Berkeley: North Atlantic Books, 2021.

BENYUS, J. Biomimética: inovação inspirada na natureza. São Paulo: Cultrix, 2012.

BOOKCHIN, M. Social ecology versus deep ecology: a challenge for the ecology movement. Green Perspectives, [s. l.], n. 4-5, summer, 1987. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/murray-bookchin-social-ecology-versus-deep-ecology-a-challenge-for-the-ecology-movement. Acesso em: 12 jun. 2025.

COMISSÃO EUROPEIA. Nova Diretiva sobre Crimes Ambientais. Bruxelas: Comissão Europeia, 2024. Disponível em: https://commission.europa.eu. Acesso em: 2 jun. 2025.

CONECTAS DIREITOS HUMANOS. Cinco anos de Brumadinho: o que mudou desde o rompimento da barragem? Conectas Direitos Humanos, 25 jan. 2024. Disponível em: https://conectas.org/noticias/cinco-anos-brumadinho/. Acesso em: 2 jul. 2025.

HANNA, T. Somatics: reawakening the mind's control of movement, flexibility, and health. Massachusetts: Addison-Wesley, 1988.

HARAWAY, D. J. Staying with the trouble: making kin in the Chthulucene. Durham: Duke University Press, 2016.

HARAWAY, D. When species meet. Minneapolis: The University of Minnesota Press, 2008.

HARDING, S. Animate earth: science, intuition and Gaia. White River Junction: Chelsea Green Publishing, 2006.

IBAMA. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG) destruiu 269,84 hectares. Ibama, 2019. Disponível em: https://antigo.mma.gov.br/informma/item/15392-rompimento-de-barragem-destruiu-269-hectares-em-brumadinho-mg.html#:~:text=Brasilia%20(30%2F01%2F2019,pelo%20menos%20269%2C84%20hectares. Acesso em: 26 jun. 2025.

INSTITUTO GUAICUY. Plano de Recuperação Socioambiental aumenta prazo e limpeza do Rio Paraopeba vai demorar ainda mais. Guaicuy, 10 fev. 2025. Disponível em: https://guaicuy.org.br/limpeza-paraopeba-vai-demorar-ainda-mais. Acesso em: 3 jul. 2025.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

LATOUR, B. Onde aterrar? Como se orientar politicamente no Antropoceno. São Paulo: Bazar do Tempo, 2020.

LEAL, A. C. S. Impactos territoriais da mineração: os desastres ambientais de Mariana e Brumadinho e suas consequências para as populações locais. Revista Geográfica Acadêmica, Goiânia, v. 11, n. 1, p. 234-251, 2017. Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/4355/435569924002/html/ Acesso em: 26 jun. 2025.

LEOPOLD, A. A sand county almanac and sketches here and there. New York: Oxford University Press, 1949.

LI, Q. et al. Forest bathing enhances human natural killer activity and expression of anti-cancer proteins. International Journal of Immunopathology and Pharmacology, Reino Unido, v. 20, n. 2, p. 3-8, 2007. DOI: https://doi.org/10.1177/03946320070200S202. Acesso em: 31 jan. 2026.

LIMA, M. M. Reassentamento e modos de vida após o rompimento da barragem de Fundão: o caso da comunidade de Paracatu de Baixo. 2022. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/49774. Acesso em: 26 jun. 2025.

LOUV, R. Last child in the woods: saving our children from nature-deficit disorder. Chapel Hill: Algonquin Books, 2008.

MACY, J. World as lover, world as self. Berkeley: Parallax Press, 1991.

MEDEIROS, D. K. S. Estratégias de reparação integral após o desastre de Brumadinho: perspectivas das comunidades atingidas. 2022. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/59863. Acesso em: 26 jun. 2025.

MERLEAU-PONTY, M. Phenomenology of perception. Tradução de Donald A. Landes. New York: Routledge, 2012.

MPF. Ministério Público Federal. MPF participa de audiência pública sobre medidas para reduzir os impactos dos desastres em Mariana e Brumadinho. 2023. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/2023/09/01/mpf-participa-de-audiencia-publica-sobre-medidas-para-reduzir-impactos-dos-desastres-de-mariana-e-brumadinho-em-mg/. Acesso em: 26 jun. 2025.

NAESS, A. Ecology, community and lifestyle: outline of an ecosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.

NAESS, A. Self-realization: an ecological approach to being in the world. In: DEVALL, B.; SESSIONS, G. (ed.). Deep ecology: living as if nature mattered. Salt Lake City: Gibbs Smith, 1985. p. 225-239.

NAESS, A. The shallow and the deep, long‐range ecology movement. Inquiry, v. 16, n. 1-4, p. 95-100, 1973.

NAESS, A.; SESSIONS, G. Platform principles of the deep ecology movement. In: DEVALL, B.; SESSIONS, G. (ed.). Deep ecology: living as if nature mattered. Salt Lake City: Gibbs Smith, 1985. p. 69-73.

OLIVEIRA, M. P. Brumadinho 6 anos depois: lentidão da reparação e desvio de recursos dos atingidos. Brasil de Fato – Minas Gerais, Belo Horizonte, 17 jan. 2025. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/marina-paula/2025/01/17/brumadinho-6-anos-depois-lentidao-da-reparacao-e-desvio-de-recursos-dos-atingidos/. Acesso em: 26 jun. 2025.

REEVE, S. The ecological body. 2008. Tese (Doutorado em Performance Arts) –University of Exeter, Reino Unido, 2008. Disponível em: https://ore.exeter.ac.uk/articles/thesis/The_Ecological_Body/29696549. Acesso em: 31 jan. 2026.

ROCHA, L. C. As tragédias de Mariana e Brumadinho: é prejuízo? Para quem? Caderno de Geografia, Belo Horizonte, v. 31, n. 1, p. 184-195, 2021. DOI: https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2021v31nesp1p184. Acesso em: 26 jun. 2025.

SANTOS, B. S. Epistemologies of the South: justice against epistemicide. Boulder: Paradigm Publishers, 2014.

SOGA, M.; GASTON, K. J. Global synthesis reveals heterogeneous changes in connection of humans to nature. One Earth, Cambridge, v. 6, n. 2, p. 131-138, 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.oneear.2023.01.007. Acesso em: 31 jan. 2026.

STOP ECOCIDE FOUNDATION. Ecocide law proposal. [s. l.]: SEF, 2021. Disponível em: https://www.stopecocide.earth/legal-definition. Acesso em: 2 jun. 2025

STOP ECOCIDE INTERNACIONAL. European Parliament proposes including ecocide in EU law. [s. l.]: SEI, 2023. Disponível em: http://bit.ly/44hqRPv Acesso em: 26 jun. 2025.

STOP ECOCIDE INTERNATIONAL. What is ecocide? [s. l.]: SEI, 2021. Disponível em: https://www.stopecocide.earth/faqs-ecocide-the-law. Acesso em: 11 jun. 2025.

TOKARNIA, M. Intervenção artística chama atenção para o Rio Paraopeba. Agência Brasil, 17 de dezembro de 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-12/intervencao-chama-atencao-para-potencialidade-do-rio-paraopeba. Acesso em: 11 jun. 2025.

TSING, A. L. The mushroom at the end of the world: on the possibility of life in capitalist ruins. Princeton: Princeton University Press, 2015.

VALE. Reparação em Brumadinho avança e execução do Acordo de Reparação alcança 75%. Vale, 23 jan. 2025. Disponível em: https://vale.com/pt/w/reparacao-em-brumadinho-avanca-e-execucao-do-acordo-de-reparacao-alcanca-75-1. Acesso em: 11 jun. 2025.

VAN BOECKEL, J. In memoriam Stephan Harding. LinkedIn, 5 set. 2024. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/memoriam-stephan-harding-jan-van-boeckel-3ds0e. Acesso em: 2 jul. 2025

WATTS, A. The book: on the taboo against knowing who you are. New York: Pantheon Books, 1966.

ZANJOC, A. Love and knowledge: recovering the heart of learning through contemplation. Teachers College Record, New York, v. 108, n. 9, p. 1742–1759, set. 2006. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/249400618_Love_and_Knowledge_Recovering_the_Heart_of_Learning_Through_Contemplation. Acesso em: 2 fev. 2026.