Educação e Tecnologia: perspectivas para diálogos em torno da educação para a emancipação

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Antônio Charles Santiago de Almeida
https://orcid.org/0000-0002-4988-3153
Maria Ivete Basniak
Rafael Gemin Vidal
https://orcid.org/0000-0002-5173-1095

Resumo

Este ensaio teórico, alicerçado em Adorno (2010), Bourdieu (2014) e Vieira Pinto (2005), admite que educação, política e tecnologia possuem uma relação quase simbiótica. A partir desses três autores, é apresentada uma discussão teórica sobre como as tecnologias, neste contexto, podem contribuir para a emancipação política de indivíduos que, quase sempre, não dispõem de uma herança de cultura. Bourdieu (2014) apresenta-nos os impedimentos de assegurar uma educação que seja justa para todos, pois, para ele, a escola é o lugar da desigualdade social. Por outro lado, Adorno (2010) discute que é preciso formar para a emancipação política, ou seja, para evitar o barbarismo cotidiano. A partir desse contexto de reprodução das estruturas dominantes, bem como de formar indivíduos participantes críticos, e de acordo com Vieira Pinto (2005), defendemos a  tese de que a apropriação da tecnologia pode configurar-se como instrumento de superação das desigualdades sociais e do encurtamento das distâncias entre os capitais de cultura.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Almeida, A. C. S. de, Basniak, M. I., & Vidal, R. G. (2022). Educação e Tecnologia: perspectivas para diálogos em torno da educação para a emancipação. Ensino Em Re-Vista, 29(Contínua), e058. https://doi.org/10.14393/ER-v29a2022-58
Seção
DOSSIÊ 3 - A ESCOLA NOS DIAS ATUAIS: E AGORA?

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