MAPEAMENTO DO PERIGO DE INUNDAÇÃO EM BACIA URBANA COM POUCOS DADOS HIDROLÓGICOS

Autores

  • Carolina Bastos Marques Lopes Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Francisco Dourado Universidade do Estado do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0002-0872-9715
  • Lucio Silva de Souza Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG249263476

Palavras-chave:

Inundação urbana, Modelagem hidrológica, Modelagem de inundação

Resumo

Eventos extremos de chuva e cidades não planejadas reforçam a importância do mapeamento das inundações urbanas. Por outro lado, dados espaciais e meteorológicos disponibilizados por agências governamentais, não são compatíveis com o estudo de inundações e assim criam um cenário escasso de dados efetivamente medidos. Dessa forma, o presente trabalho objetiva mapear o perigo de inundações para bacia hidrográfica urbana (Rio Botas, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro) com poucos dados disponíveis. O mapeamento é realizado por meio de modelos hidrológico e hidrodinâmico. Como a referida bacia não possui estação pluviométrica com série histórica robusta é implementada uma metodologia para selecionar uma estação representativa no seu entorno, sendo essa a estação meteorológica Ecologia Agrícola. O regime de chuva encontrado no estudo é compatível com os cenários de alerta da Defesa Civil, o que sugere que a metodologia é válida, nesse caso. Com relação às modelagens, independente da ausência de dados mais específicos o resultado foi considerado satisfatório, pois na validação empírica os pontos alagados foram os mesmos apresentados pelos agentes da Defesa Civil. Sendo assim, os resultados obtidos demonstram que é possível realizar um mapeamento de inundação satisfatório mesmo em bacias hidrográficas com escassez de dados.

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Biografia do Autor

  • Carolina Bastos Marques Lopes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Formada em geologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e mestre em geociências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

  • Francisco Dourado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Geólogo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2001), onde fez mestrado e doutorado (2006 e 2010). Atualmente é Professor Associado da Faculdade de Geologia e chefe do Departamento de Geologia Aplicada, onde é responsável pelas disciplinas de Geotecnologias (SIG). É professor e orientador nos Programas de Pós-graduação em Análise de Bacias e Faixas Móveis, e Gestão e Regulação de Recursos Hídricos - PROFÁGUA onde é coordenador-adjunto. Coordena o Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (CEPEDES). Bolsista Jovem Cientista do Nosso Estado/FAPERJ. Foi diretor de Geologia do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro, participou das Expedições Científicas Brasileiras Antártica XIV e XV e foi bolsista da Fundação Fulbright, CNPq, ANP, FAPERJ, JICA e USAID.

  • Lucio Silva de Souza, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Meteorologista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001), Mestre (2004) e Doutor (2010) em ciências em Engenharia Civil - Engenharia Ambiental (área de concentração de Ciencias Atmosféricas em Engenharia) pela Coordenação dos Programas de Pesquisa e Pós Graduação em Engenharia COPPE-UFRJ. Atualmente é Professor Adjunto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ - FAOC, Faculdade de Oceanografia, Departamento de Oceanografia Física e Meteorologia. Foi Servidor Público Federal do Instituto Nacional de Meteorologia - INMET (2007-2015). Tem experiência na área de Geociências/Meteorologia, com ênfase em Modelagem Meteorológica, sistemas acoplados de modelos na interface oceano-atmosfera e Previsão do Tempo, diagnóstico a prognóstico climático, modelagem numérica da Dispersão de poluentes atmosféricos, da formação de oxidantes fotoquímicos, atuando principalmente nos seguintes temas: modelos acoplados, interação oceano atmosfera, contaminação atmosférica, campanhas intensivas de monitoramento meteorológico e da qualidade do ar, manutenção de estações meteorológicas de superfície, modelagem multi-escala da qualidade do ar, previsão operacional do Tempo e Avaliação Climática. Instrutor/Facilitador da Organização Mundial de Meteorologia - OMM, para atividades de Ensino à Distância. Professor pós-graduação no programa ProfÁgua (Mestrado profissional CAPES/ANA). Ensino de Meteorologia, Climatologia e Meteorologia aplicada aos sistemas na interface ar-mar e à gestão dos recursos hídricos.

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Publicado

04-04-2023

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

LOPES, Carolina Bastos Marques; DOURADO, Francisco; SOUZA, Lucio Silva de. MAPEAMENTO DO PERIGO DE INUNDAÇÃO EM BACIA URBANA COM POUCOS DADOS HIDROLÓGICOS. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 24, n. 92, p. 226–246, 2023. DOI: 10.14393/RCG249263476. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/63476. Acesso em: 4 abr. 2025.