ESTUDO DAS INUNDAÇÕES NA CIDADE DE ALEGRETE, RIO GRANDE DO SUL: PROBABILIDADE E ESPACIALIZAÇÃO DO PERIGO

Autores

  • Daniel Junges Menezes Secretaria do Patrimônio da União - Ministério da Economia - Governo Federal
  • Luís Eduardo de Souza Robaina Universidade Federal de Santa Maria http://orcid.org/0000-0002-2390-6417
  • Romario Trentin Universidade Federal de Santa Maria

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG217450113

Resumo

As inundações são o perigo natural mais comum, afetando mais pessoas e causando mais danos do que qualquer outro tipo de perigo. Este trabalho apresenta uma metodologia para determinar a probabilidade e a espacialização das áreas sob ameaça de inundação na cidade de Alegrete, que é um dos municípios do estado com maior quantidade de registros de inundações. A análise da dinâmica espacial das inundações se deu a partir da projeção dos níveis d’água sobre o modelo digital do terreno, estabelecendo uma relação entre cota registrada no rio e cota altimétrica no terreno modelado, sendo então estimadas as áreas atingidas e estabelecidas como suscetíveis a inundação. Em Alegrete as áreas sujeitas a processos de inundação configuram a expressiva porção de 30,8% da área urbana, mas considerando as áreas efetivamente ocupadas, representam um pouco mais de 3%. Esse número é muito importante pois as inundações com tempo de retorno de 20 anos, atingem 52ha do total da área edificada. A elevada área que pode ser afetada e a significativa porção já afetada resulta em uma complexa gestão e planejamento da ocupação urbana.

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Biografia do Autor

Daniel Junges Menezes, Secretaria do Patrimônio da União - Ministério da Economia - Governo Federal

Graduado em Geografia - Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Santa Maria (2011). Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (2014). Graduado em Geografia - Bacharelado pela Universidade Federal de Santa Maria (2015). Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (2018). Possui capacitação para o desenvolvimento de atividades e operações associadas à utilização de SIGs e demais ferramentas de Geoprocessamento para obtenção e manipulação de dados espaciais. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geologia Ambiental, Cartografia e análise de áreas de risco, tendo participação em projetos de pesquisa e extensão vinculados ao Laboratório de Geologia Ambiental - LAGEOLAM/UFSM (2009 - 2019). Atuou como docente no ensino básico na modalidade EJA - Educação de Jovens e Adultos (2012-2014). Atuou como docente vinculado ao Estado do Rio Grande do Sul (2014). Atuou como colaborador na empresa Sustentasul Consultoria Ambiental na área de geotecnologias e Licenciamento Ambiental. Atualmente ocupa o cargo de Geógrafo na Secretaria do Patrimônio da União - Ministério da Economia, com atuação na área de Geoinformação.

Luís Eduardo de Souza Robaina, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Geologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1984), mestrado em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990), doutorado em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) e Pós-Doutorado na Universidade do Porto, Portugal e na Universidade du Maine, Le Mans/França. Atualmente é professor/pesquisador colaborador do programa de pós-graduação em geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor titular da Universidade Federal de Santa Maria, do curso de geografia e do programa de Pós-graduação em geografia e geociências. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em estudos geomorfológicos, geoambientais e de desastres naturais.

Romario Trentin, Universidade Federal de Santa Maria

Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduação em Geografia, Santa Maria, RS, Brasil.

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Publicado

01-05-2020

Como Citar

JUNGES MENEZES, D.; DE SOUZA ROBAINA, L. E.; TRENTIN, R. ESTUDO DAS INUNDAÇÕES NA CIDADE DE ALEGRETE, RIO GRANDE DO SUL: PROBABILIDADE E ESPACIALIZAÇÃO DO PERIGO. Caminhos de Geografia, Uberlândia, MG, v. 21, n. 74, p. 213–225, 2020. DOI: 10.14393/RCG217450113. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/50113. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos