Linguagem e imaginação no processo de apropriação da leitura e escrita: uma investigação à luz da Psicologia Histórico-Cultural
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Resumo
O presente artigo analisa o processo de apropriação da leitura e da escrita na infância, investigando a relação entre as funções psicológicas da linguagem e da imaginação. O objetivo central deste trabalho é analisar como o desenvolvimento da imaginação atua como mediador no processo de apropriação da cultura escrita. Fundamentada nos pressupostos da Psicologia Histórico-Cultural, a pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa por meio da investigação participativa. O estudo de campo foi realizado em duas instituições de Educação Infantil no interior paulista, envolvendo 28 crianças de quatro e cinco anos, cujas produções e relatos orais foram registrados durante o ano de 2021. A investigação evidenciou que, quando o ensino é organizado de forma intencional e dialógica, a escrita se torna uma extensão do desenho e do jogo, permitindo que a criança transite do pensamento concreto para a abstração. Assim, o papel do educador é o de mediador dessa "pré-história da escrita", fomentando ambientes ricos em interações sociais onde o ato de escrever responda a uma necessidade real de comunicação e expressão da subjetividade infantil. Conclui-se que o desenvolvimento da escrita na educação infantil é potencializado quando o ambiente escolar promove a unidade entre o pensar, o imaginar e o criar, garantindo à criança o protagonismo em seu processo de inserção na cultura letrada.
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Referências
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