Territorialização e Poder na Fronteira Argentina–Chile
DOI:
https://doi.org/10.14393/OREG-v17-n1-2026-84539Palavras-chave:
Fronteira; Argentina; Chile; Território; Geopolítica.Resumo
O artigo analisa a dinâmica da fronteira entre Argentina e Chile, problematizando em que medida esse espaço se configura hoje como vetor de integração regional ou como linha de soberania reforçada por lógicas de segurança. Nesse sentido, defende que, embora o Tratado de Paz e Amizade de 1984 e os Comitês de Integração tenham impulsionado a cooperação institucional, a persistência de inércias geopolíticas, as controvérsias de projeção marítima e os recentes episódios de fricção territorial reafirmam o primado do controle estatal. O artigo examina, ainda, os postulados de Raffestin sobre territorialização e poder, demonstrando que o espaço fronteiriço permanece instrumentalizado como trunfo geopolítico.
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