Saberes marginados: caminos interculturales y perspectivas decoloniales en la educación científica.
caminhos interculturais e perspectivas decoloniais no ensino de ciências
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2026-81534Palabras clave:
enseñanza de la ciencia, interculturalidad, decolonialidadResumen
Este ensayo teórico analiza las contribuciones del conocimiento indígena y afrobrasileño a la construcción de una educación científica intercultural y decolonial, a partir de las reflexiones y los resultados de una tesis doctoral. Parte de la premisa de que la educación científica, históricamente estructurada bajo epistemologías eurocéntricas, reproduce jerarquías de conocimiento que devalúan las formas de conocimiento producidas por los pueblos indígenas y afrodescendientes. Así, el artículo propone discutir cómo la valorización de este conocimiento puede contribuir a la descolonización del currículo y a la consolidación de una educación popular, democrática y culturalmente situada. El análisis se organiza de la siguiente manera: (1) reflexión sobre las raíces coloniales de la ciencia moderna y el racismo epistémico que permea el campo educativo; (2) presentación de la etnociencia Kaingang como expresión de una racionalidad ecológica y simbólica; y (3) propuesta de caminos teórico-metodológicos para la inclusión del conocimiento indígena y afrobrasileño en la educación científica, de conformidad con la Ley 11.645/2008. Se concluye que la descolonización de la educación científica demanda un compromiso ético y político de escucha, diálogo y coautoría de sujetos históricamente silenciados, construyendo espacios educativos de resistencia y re-existencia.
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