Cáritas brasileira
experiências de uma sociedade do Bem Viver
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2024-73707Palabras clave:
Comunidades tradicionais, Solidariedade, Cáritas brasileira, Cidadania, Bem ViverResumen
A construção de alternativas societárias ao modelo capitalista tem mobilizado movimentos e grupos sociais nas diferentes partes do mundo. A Cáritas Brasileira, a partir de parceria internacional com a Cáritas Francesa e Alemã, tem trabalhado junto às comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, em diferentes municípios do Rio Grande do Sul, no sentido de fortalecer a organização delas, buscar formas de acesso a políticas públicas e ampliar possibilidades de geração de trabalho e renda. Este artigo pretende refletir sobre esta experiência, evidenciando os aportes teóricos utilizados neste trabalho da Cáritas, apresentando as diferentes formas nas quais as atividades são realizadas e apontando alguns resultados significativos. Do ponto de vista teórico, destaca-se a perspectiva da economia social, da sustentabilidade, da inclusão e do “bem viver”. No que se refere às formas como o trabalho da Cáritas vem sendo realizado, reporta-se às oficinas, rodas de conversa, feiras solidárias, experiências de geração de trabalho e renda, entre outros. No que se refere aos resultados, destaca-se o empoderamento dos grupos e comunidades, o fortalecimento das identidades e o acesso às políticas públicas, especialmente na área do saneamento básico, da educação e da saúde. A sistematização de experiências de cooperação nos desafia a continuar atuando em frentes que historicamente o poder público não atende ou tem sido insuficiente em garantir a cidadania para todos.
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