Conversidade, Decolonialidade e Bem Viver ressignificam as práticas de extensão universitária

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REP-2022-67295

Palavras-chave:

Extensão universitária, Decolonialidade, Bem viver, Conversidade

Resumo

No contexto de forte mobilização por reconstrução democrática da sociedade brasileira, a interação das instituições universitárias com os movimentos sociais vem desenvolvendo estratégias extensionistas conversitárias, que reconhecem e potencializam o protagonismo dos agentes populares na produção científica, educacional, cultural, econômica e política. O presente artigo discute uma trajetória de pesquisas que formulam o conceito de conversidade, buscando interpretar seus sentidos decoloniais na perspectiva das cosmovisões ancestrais do Bem Viver, que são sustentadas na práxis de viver, conviver e gerar vida em plenitude.

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Biografia do Autor

Reinaldo Matias Fleuri, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, Brasil;  professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil;  professor visitante nacional sênior na Universidade do Estado do Pará, Brasil;  coordenador da Rede de Pesquisas Mover - Viver em Plenitude: Educação Intercultural e Movimentos Sociais (UFSC/CNPq). 

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Publicado

2022-11-05

Como Citar

FLEURI, R. M. Conversidade, Decolonialidade e Bem Viver ressignificam as práticas de extensão universitária. Revista de Educação Popular, Uberlândia, MG, p. 23–40, 2022. DOI: 10.14393/REP-2022-67295. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/67295. Acesso em: 1 dez. 2022.