As “perforgrafias” que as crianças criam: a performance como abordagem metodológica e epistemológica para o ensino de artes visuais
DOI:
https://doi.org/10.14393/OUV-v21n2a2025-78758Palavras-chave:
Performance, Metodologia-epistêmica, Criança, Educação Básica, Arte-educaçãoResumo
A educação básica, especialmente nas fases iniciais do ensino, tem, historicamente, priorizado abordagens voltadas à formação e à apresentação de conteúdos formais consolidados na literatura e na crítica. No entanto, movimentos contemporâneos nas artes têm apontado para a necessidade de reconhecer as crianças como sujeitos criadores para além dos planos bidimensionais ou tridimensionais hegemonicamente estabelecidos no campo escolar, capazes de se expressar nas e pelas múltiplas linguagens contemporâneas da arte. Nesse contexto, a performance artística emerge como uma prática capaz de articular corpo, gesto, espaço, tempo, narrativa e invenção, deslocando a centralidade da palavra escrita ou do desenho clássico, abrindo lugar para modos sensíveis e coletivos de aprender arte e existir na escola. Para a articulação dos conceitos sobre performance, os autores Richard Schechner, Diana Taylor, Naira Ciotti e Leda Maria Martins compõem o escopo teórico. Walter Kohan, Renato Noguera e Marcos Barreto contribuem para o debate sobre infâncias. Este texto emerge das inquietações docentes em relação ao ensino de arte advindas da educação básica com um grupo de crianças de 8 e 9 anos.
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