Criar e produzir sentido: práticas para artistar a docência
DOI:
https://doi.org/10.14393/OUV-v21n2a2025-78324Palavras-chave:
Atos de criação, produção de sentido, experimentações, devir, acontecimento.Resumo
A partir da tese Atos de criação e produção de sentido: Quando uma aula acontece?, este artigo propõe uma reflexão sobre a aula como ato de criação e produção de sentido, a partir de uma cartografia com crianças que ensinam, perguntam, criam e fabulam em seus modos de aprender e ensinar. Inspirado pelas Filosofias da Diferença e pela literatura de Lewis Carroll e Manoel de Barros, o texto tensiona a docência como campo de invenção, onde planejar não é apenas organizar conteúdos, mas também abrir espaço ao imprevisível e ao sensível. Acompanhando práticas em que crianças dão aulas e uma professora que se permite aprender com seus alunos, vivencia-se o que chamamos de devir-aula-infantil: não um conceito definido, mas uma experiência em que a docência se reinventa ao se aproximar da potência criadora da infância. O artigo busca inspirar práticas docentes que rompam com a lógica da significação rígida, apostando em aulas como acontecimentos - espaços vivos de criação e fabulação. Destacamos a potência de um artistar a docência, capaz de sustentar modos de ensinar e aprender comprometidos com a invenção e a produção de sentido.
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