Ficções e excessos
a obra de Omar Schiliro e os caminhos ao neobarroco
DOI:
https://doi.org/10.14393/OUV-v21n1a2025-75369Palavras-chave:
Omar Schiliro, neobarroco, arte light, kitsch, Centro Cultural Ricardo RojasResumo
A circulação crescente de objetos de consumo produzidos em série, a ascensão de uma estética das massas e dos “novos ricos” e a crise do HIV provocaram mudanças significativas no cenário artístico de Buenos Aires na década de 1990. Nesse contexto, esta pesquisa visou articular aspectos da obra de Omar Schiliro com as adjetivações e categorizações estéticas a ela atribuídas pelas narrativas tecidas em torno do Centro Cultural Ricardo Rojas, o epicentro das produções artísticas portenhas do período. Para tanto, buscou-se associar aspectos inerentes à obra do artista, isto é, as adjetivações como Light, Rosa e Guarango com as categorizações de kitsch e neobarroco. Aspectos como a ficção, a simulação, o excesso, o caráter dissidente de suas obras, o teor cenográfico e a abertura a diversas redes de significados, são chaves para essa inscrição da obra de Schiliro na categoria de neobarroco.
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