Teatro, tecnologias e educação em perceptos e afectos inovadores

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/OUV-v17n2a2021-60789

Palavras-chave:

educação, arte, teatro, performance, tecnolgias

Resumo

Este artigo percorre algumas reflexões em nível epistemológico e empírico sobre o teatro, enquanto busca compreender melhor como estaria se dando, nesse basilar território da Arte, o emprego dos conceitos ligados ao teatro em interfaces com tecnologias criadoras de novos perceptos e afectos na arte contemporânea em diálogo com a educação. Interceptando-se o cenário da pandemia, iniciado em 2020, acrescenta-se, ainda, a urgência de maiores reflexões sobre a criação e a prática de novas linguagens. Isso porque, dentre outros expedientes proporcionados pelos mais recentes usos das novas tecnologias, passaram a fazer parte integrante do teatro e da educação também as redes sociais, as aulas e os eventos on-line, pensados nos contextos das interações não presenciais do período pandêmico. Gilles Deleuze e Antonin Artaud nos conduzem como pensadores referenciais, por entendermos ambos também como educadores, no sentido de haverem feito escola sobre a criação filosófica e artística voltada à Diferença e à Vida. Acrescente-se, ainda, o fato de que no novo cenário pandêmico, lido semioticamente, o corpo e a máscara têm sofrido des(re)territorializações, se vistas à luz dos conceitos deleuzeanos de “rostidade” e “corpo sem órgãos”, este último inspirado em Artaud.

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Biografia do Autor

Márcia Fusaro, Universidade Nove de Julho

Pós-Doutoramento em Artes pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), com pesquisa sobre educação, teatro e novas tecnologias na contemporaneidade; Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP - Título da tese: O instante (in)capturável: tempo-memória e cinema; Mestre em História da Ciência pela PUC-SP - Título da dissertação: Ciência e Literatura: um possível diálogo sobre Clarice Lispector e o (seu) tempo; Especialista em Língua, Literatura e Semiótica; Bacharel em Letras-Tradutor e Intérprete, com licenciatura plena em língua portuguesa e inglesa. Coordenou por dez anos, inicialmente, o curso de Tradutor e Intérprete e, posteriormente, o curso de Letras da Universidade Nove de Julho - UNINOVE. Vinculada a essa instituição desde 2001, atualmente é professora e pesquisadora da Graduação e da Pós-Graduação Scricto Sensu em Gestão e Práticas Educacionais (PROGEPE). Líder de Pesquisa do Grupo Artes Tecnológicas Aplicadas à Educação (CNPq - UNINOVE). Membro dos seguintes grupos de pesquisa: Performatividades e Pedagogias (CNPq/UNESP); TransObjeto (CNPq/TIDD-PUCSP - 2015-2020); Palavra e Imagem em Pensamento (CNPq/COS-PUCSP). Membro do quadro de pesquisadores do CICTSUL (Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade), da Universidade de Lisboa (2009-2018), e do quadro de pesquisadores do grupo Língua, Literatura e Ensino, do Scricto Sensu em Educação da UNINOVE, pertencente ao projeto RIAIPE III (Rede Ibero-Americana de Investigação em Políticas Educativas), finalizado em 2013. Membro da Linha de Pesquisa e de Intervenção Metodológica da Aprendizagem e Práticas de Ensino (LIMAPE) do PROGEPE (Programa de Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais da Universidade Nove de Julho - UNINOVE). Membro do Comitê de Pesquisa (2012-2013) e do Comitê de Extensão (2011-2013) da UNINOVE. Membro de Conselho Editorial (Tesseractum Editorial; Editora COD3S). Editora da Revista Dialogia (2016-2019), vinculada ao Programa Scricto Sensu em Gestão e Práticas Educacionais (PROGEPE), da Universidade Nove de Julho. Pesquisadora das interfaces epistemológicas entre Educação, Arte, Comunicação e Ciência.

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Publicado

2022-01-19

Como Citar

FUSARO, M. Teatro, tecnologias e educação em perceptos e afectos inovadores. ouvirOUver, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 257–268, 2022. DOI: 10.14393/OUV-v17n2a2021-60789. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/60789. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê: Processos de criação entre artes: experiências em arte e educação