Estranhando o óbvio, perscrutando os clichês

o vai e vem curatorial de Raphael Fonseca ao redor dos nós que apertam nosso tempo de sossego

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/OUV-v17n2a2021-51494

Palavras-chave:

curadoria, artes visuais, Raphael Fonseca, descanso, redes de dormir

Resumo

Trata-se de uma resenha da conferência “Entre o cansaço e a preguiça: sobre corpos que tombam”, do curador Raphael Fonseca, realizada no dia 27 de setembro de 2019, no auditório do Cemuni IV – Centro de Artes, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória/ES, como parte da programação da exposição coletiva “Ao Redor do Sono”, em cartaz na Galeria de Arte e Pesquisa – GAP/UFES, de 27 de agosto a 04 de outubro de 2019. Busca-se, portanto, sistematizar algumas questões que se ressaltaram em sua fala, apresentando alguns fios que emergiram a partir do debate público sobre suas experiências profissionais como pesquisador e curador. Nessa parte, considera não apenas o campo investigativo da pesquisa doutoral de Raphael Fonseca em relação à iconografia das redes de dormir e suas finalidades discursivas na constituição das noções de identidade brasileira, como, também, os desdobramentos reflexivos daí decorrentes que o conduziram a um instigante e célere percurso no campo curatorial ao redor de termos como trabalho, cansaço, preguiça, sono e descanso.

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Biografia do Autor

Lindomberto Ferreira Alves, Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo

Lindomberto Ferreira Alves (Ceilândia, Brasil - 1985). Vive e trabalha em Vitória, Espírito Santo. É mestrando em Teoria e História da Arte pelo PPGA-UFES [2018/20] e licenciando em Artes Visuais pelo Centro Universitário Araras Dr. Edmundo Ulson - UNAR/SP [2018/19]. Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela FAUFBA [2013]. Integra o grupo de pesquisa Processos de Criação em Curadoria, coordenado pela Prof.ª Dr.ª Ananda Carvalho (DAV-UFES). Desenvolveu pesquisas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo [2013-2015]. Foi professor voluntário do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo [2013-2014]. Produziu o projeto de instalações "Arena Comum" [2015-2016], em parceria com o Célula EMAU-UFES (Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo), do DEA-UFES, Vitória/Es e São Mateus/ES, Brasil. É cogestor da plataforma virtual de arte e cultura "PROFAN[AÇÕES]: [com]partilhando diferentes modos de habitar [n]a contemporaneidade" [2013-2019]. Possui textos publicados em livros, catálogos e revistas. Atuou como educador das exposições: "O Grande Veleiro" [2018], de Arthur Bispo do Rosário; "A Maré da Vida" [2018], de Ercília Stanciany; "Sensibilidades Reveladas" [2018], coletiva de artistas-professores da Universidade Federal do Espírito Santo; "Cidades Abstratas" [2019], de João César de Melo - todas realizadas no Centro Cultural SESC Glória, Vitória/ES, Brasil. Participou das exposições coletivas: "MERGULHO_estratégias para emergir" [2018], no Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), Vitória/ES, Brasil, e "CTRL ZIL | Davisuais 2019" [2019], na Galeria de Arte e Pesquisa (GAP-UFES), Vitória/ES, Brasil. Foi curador da "I Mostra Nacional de Audiovisual ES: Há um lugar para a arte?" [2019], no Cine Metrópolis, da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória/ES, Brasil. Elaborou o projeto expográfico e participou da montagem da exposição "Sobre a pele da cidade" [2013], no CEMUNI VI, da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória/ES, Brasil. Como artista, desde 2013 transita no entrecruzamento entre a instalação, a intervenção urbana, a colagem e a fotografia. Seus trabalhos ocupam-se em interrogar e (inter)atuar nas fronteiras instituídas entre arte, corpo e cidade, por meio de diferentes padrões de significação e implicação com a vida na contemporaneidade. Como educador atua em espaços culturais desde 2018, e suas práticas buscam estabelecer um espaço horizontal e imersivo de compartilhamento do sensível, no qual os processos educativos são assumidos como vivência partilhada que convida à diluição dos contornos instituídos pelo saber artístico. Como pesquisador, crítico e curador independente, suas investigações privilegiam a análise dos processos de criação artística na arte contemporânea, de modo especial, no estudo de proposições e produções cujos processos criativos colocam arte, vida e obra no mesmo plano de contágio.

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Publicado

2022-01-19

Como Citar

FERREIRA ALVES, L. Estranhando o óbvio, perscrutando os clichês: o vai e vem curatorial de Raphael Fonseca ao redor dos nós que apertam nosso tempo de sossego. ouvirOUver, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 507–522, 2022. DOI: 10.14393/OUV-v17n2a2021-51494. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/51494. Acesso em: 12 ago. 2022.