Considerações sobre o ENVELHECIMENTO sob a perspectiva da INTERSECÇÃO com a DEFICIÊNCIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/LL63-v41-2025-14

Palavras-chave:

Envelhecimento, Velhice, Deficiência, Interseccionalidade, Pessoa idosa com deficiência

Resumo

O envelhecimento populacional é uma realidade inquestionável. No Brasil, o Censo 2022 apontou para um crescimento de 56% no número de pessoas com 60 anos ou mais em relação a 2010. Esse dado ilumina o fato de que o fenômeno da longevidade está aí e não pode ser negligenciado. Envelhecer é viver e, se é assim, impõe-se a questão sobre o que é viver a vida e envelhecer na sociedade contemporânea. Uma reflexão que não pode se esquivar de um raciocínio interseccional, isto é, de considerar que gênero, classe e raça (dentre outras dimensões) se relacionam entre si e interferem nos diferentes modos de viver, portanto, de envelhecer. Neste trabalho, chamamos atenção para o fato de que o crescente envelhecimento populacional traz consigo o aumento do número de pessoas idosas com deficiência. Nesse contexto, nosso objetivo é produzir uma reflexão sobre envelhecimento e deficiência.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Ana Luiza Azevedo do Vale, Universidade Federal da Bahia

    Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação

Referências

BEAUVOIR, S. A velhice. Tradução de Maria Helena Franco Martins. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2018.

BONORA, A. P. M.; LEITE, L. P. Mudanças e percepções na vida de idosos com deficiência adquirida. Boletim da Academia Paulista de Psicologia, São Paulo, v. 42, n. 102, p. 49-59, 2022. DOI: 105935/2176-3038.20220006.

CANGUILHEM, G. O normal e o patológico. Tradução de Maria Thereza Redig de Carvalho Barrocas. 6. ed. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 2003.

COLLINS, P. H.; BILGE, S. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo, 2020.

D’AVILA, J. C.; RAMOS JÚNIOR, A. C. B.; DOURADO, D. R. S. Mecanismos moleculares do envelhecimento: revisão da literatura. Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano, Passo Fundo, v. 17, n. 1, p. 90-108, 2020. https://doi.org/10.5335/rbceh.v17i1.10543

DINIZ, D. O que é deficiência? 1. ed. São Paulo: Brasiliense, 2007.

GARCIA MARQUEZ, G. Memórias de minhas putas tristes. Tradução de Eric Nepomuceno. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2004.

GIACOMIN, K. C.; FIRMO, J. O. A. Velhice, incapacidade e cuidado na saúde pública. Revista Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 20, n. 12, p. 3631-3640, 2015. https://doi.org/10.1590/1413-812320152012.11752014.

GOLDFARB, D. C. Demências. 1. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.

GOMES, A. C. S. Oficinas de Arte. Em meio a falas sintomáticas, encontros singulares com a velhice. 2018. 116f. Dissertação (Mestrado em Gerontologia Social) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.

GOMES, A. C. S.; FONSECA, S. C. da. Os efeitos estruturantes do entrelaçamento entre arte e clínica de linguagem com afásicos. Revista Intercâmbio, v. 50, p. 82-99. 2022. https://doi.org/10.23925/2237.759X.2022V50.e58280

GROISMAN, D. A velhice, entre o normal e o patológico. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 61-78, 2002. https://doi.org/10.1590/S0104-59702002000100004

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2022: População por idade e sexo Pessoas de 60 anos ou mais de idade Resultados do universo Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. Rio de Janeiro, 2023. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102038.pdf. Acesso em: 19 fev.2025.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua 2022: Pessoas com deficiência 2022. Rio de Janeiro, 2023. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=2102013. Acesso em: 06 mar. 2025.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde: 2019: Ciclos de Vida. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://www.pns.icict.fiocruz.br/ /wp-content/uploads/2021/12/liv101846.pdf. Acesso em: 05 mar.2025.

MARCOLINO-GALLI, J. F. et al. Velhices fragilizadas pela afasia e/ou demência: sobre o que se testemunha numa Clínica de linguagem. In: MUSIAL, D. C.; REDA, F. R.; MARCOLINO-GALLI, J. F. Cadernos sobre envelhecimento. Irati: Uniedusul, 2019. p. 73-88.

MATOS, B. V.; CANDIDO, T.; SOUZA, G. A. de. Velhice não é doença: a inclusão e a posterior retirada do código MG2A da Classificação Internacional de Doenças e Problemas relacionados coma Saúde (CID-11). Revista de trabalhos acadêmicos – Universo Belo Horizonte, v. 1, n. 8, p. 1-13, 2023. Disponível em: http://revista.universo.edu.br/index.php?journal=3universobelohorizonte3&page=article&op=view&path%5B%5D=10976. Acesso em: 06 mar. 2025.

MEDEIROS, M.; DINIZ, D. Envelhecimento e deficiência. In: CAMARANO, A. A. Os novos idosos brasileiros – muito além dos 60?. Rio de Janeiro: IPEA, 2004. p. 107-120.

MENDONÇA, J. M. B. de et al. O sentido do envelhecer para o idoso dependente. Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, n.1, p. 57-65, 2021. DOI: 10.1590/1413-81232020261.32382020

MESSY, J. A pessoa idosa não existe. Uma abordagem psicanalítica da velhice. Tradução de José de Souza e Mello Werneck. São Paulo: Editora Aleph, 1993.

MUCIDA, A. Escrita de uma memória que não se apaga: envelhecimento e velhice. São Paulo: Autêntica Editora, 2009.

NERI, A. Teorias psicológicas do envelhecimento | percurso histórico e teorias atuais. In: FREITAS, E. V. et al. Tratado de geriatria e gerontologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. p. 102-118.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DA SAÚDE (OMS/OPAS). Tradução de Suzana Gontijo. Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: OMS, 2005. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf. Acesso em: 06 mar.2025.

PICKHARDT, P. J. et al. Biological age model using explainable automated CT-based cardiometabolic biomarkers for phenotypic prediction of longevity. Nature Communications, v. 16, n. 1432, p. 1-11, 2025. https://doi.org/10.1038/s41467-025-56741-w

SANTOS, D. de F.; MOREIRA, M. A. de A.; CERVENY, C. Velhice – considerações sobre o envelhecimento: imagens no espelho. Nova Perspectiva Sistêmica, [s. l.], v. 23, n. 48, p. 80-94, 2016. Disponível em: https://www.revistanps.com.br/nps/article/view/53. Acesso em: 6 mar. 2025.

SCHNEIDER, R. H.; IRIGARAY, T. Q. O envelhecimento na atualidade: aspectos cronológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Estudos de Psicologia, v. 25, n. 4, p. 585-593, 2008. https://doi.org/10.1590/S0103-166X2008000400013

SCOTT, A. J. The longevity society. Lancet Healthy Longev, v. 2, p. 820-827, 2021. Disponível em: https://www.thelancet.com/ /journals/lanhl/article/PIIS2666-7568(21)00247-6/fulltext. Acesso em: 05 mar. 2025.

SEGANTIN, B. I. Efeitos do envelhecimento no atendimento fonoaudiológico de uma paciente afásica: um estudo de caso. 2011. Dissertação (Mestrado em Gerontologia Social) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2011.

SILVA, M. da C.; CHARIGLIONE, I. P. F. S. Envelhecimento e pessoas com deficiência na perspectiva Vigotskiana e life-span. Rev. Psicopedagogia, v. 41, n. 124, p. 151-162, 2024. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20240017.

SILVA et al. Iniquidades raciais e envelhecimento: análise da coorte 2010 do Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE). Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 21, suppl. 02, p. 01-14, 2018. https://doi.org/10.1590/1980-549720180004.supl.2.

VERAS, R. P.; OLIVEIRA, M. Envelhecer no Brasil: a construção de um modelo de cuidado. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 6, p. 1930, 2018. https://doi.org/10.1590/1413-81232018236.04722018.

VIEGAS, L. et al. (org.). Medicalização da educação e da sociedade: ciência ou mito?. Salvador: EDUFBA, 2014.

Downloads

Publicado

31-12-2025

Edição

Seção

Envelhecimento na Contemporaneidade: desafios e potencialidades

Categorias

Como Citar

Considerações sobre o ENVELHECIMENTO sob a perspectiva da INTERSECÇÃO com a DEFICIÊNCIA. Letras & Letras, Uberlândia, v. 41, n. único, p. e04114 | p. 1–15, 2025. DOI: 10.14393/LL63-v41-2025-14. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/letraseletras/article/view/75331. Acesso em: 13 mar. 2026.

Artigos Semelhantes

1-10 de 37

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.