Feito de banzeiros e floresteios: educação em ciências imersiva na Amazônia
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Resumo
Este artigo propõe uma Educação em Ciências ancorada no corpo-natureza, nos afetos e nos atravessamentos sensíveis da Floresta Amazônica. Inspirado por conceitos como transversalidade, devir, natureza naturante-naturada e pedagogia da escuta, o escrito parte de vivências com grupos de pesquisa e encontros-experimentações para defender uma docência que pulsa com a vida, em comunhão com humanos e mais-que-humanos. O banzeiro, como vida de movimento e transformação, guia uma escrita que é, também, reexistência, que foge do ensino tradicional e se engaja em uma estética e ética do sentir. Na floresta, entre sons, cheiros e toques, o docente se bioinstrumentaliza e se torna um corpo vibrátil, contaminado, híbrido, rizomático. Assim, emerge um “nós-floresta”, uma prática educativa que não ensina sobre a natureza, mas com ela, em uma constante criação de mundos possíveis, afetivos e interligados.
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