Cosmografias: a escrita da pesquisa indígena

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Amilton Pelegrino de Mattos

Resumo

O presente texto busca problematizar os processos de criação expressiva, ou, ainda, a “escrita” das pesquisas de acadêmicos indígenas que são construídas em relação de coplanaridade com suas práticas próprias de conhecimento. O método adotado articula a etnografia dos processos expressivos de Itsairu Huni Kuin, pesquisador da Licenciatura indígena da Universidade Federal do Acre (UFAC) – Campus Floresta, com a abordagem bibliográfica de três autores que discutem o seu pensamento visionário. O resultado é a apresentação de uma escrita própria à pesquisa acadêmica huni kuin que, em lugar de registrar, faz atualizar as práticas de conhecimento huni kuin. Conclui-se que essa escrita pressupõe uma outra concepção de linguagem, baseada na ontologia relacional dos povos amazônicos, em que as relações políticas e sociais não conhecem os limites entre natureza e cultura.

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DOSSIÊ

Como Citar

Mattos, A. P. de. (2026). Cosmografias: a escrita da pesquisa indígena. Ensino Em Re-Vista, 33(Contínua), 1-26. https://doi.org/10.14393/ER-v33e2026-14

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