Cultura histórica e Inteligência Artificial. Professores e ChatGPT na mediação de memórias históricas
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Abstract
O artigo analisa os impactos da Inteligência Artificial na cultura histórica a partir de narrativas produzidas pelo ChatGPT sobre a exibição do coração de D. Pedro I durante o Bicentenário da Independência do Brasil. As respostas da IA são comparadas às narrativas elaboradas por professores de História da educação básica em pesquisa desenvolvida pelo grupo História e Ensino da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Fundamentado nas reflexões de Jörn Rüsen acerca da cultura e da consciência histórica, bem como nas contribuições de Rodrigo Turin, Joël Candau, José Murilo de Carvalho e Márcia Gonçalves, o estudo discute as dimensões estética, cognitiva e política das narrativas históricas produzidas em ambientes digitais. Conclui-se que a Inteligência Artificial tende a reorganizar e potencializar narrativas históricas já sedimentadas socialmente, aproximando-se daquilo que Turin denomina “história como serviço”.
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