"Je n’ai pas une tête de professeure" : images de contrôle et stratégies de résistance de femmes noires à Dourados/MS
imagens de controle e estratégias de resistência de mulheres negras em Dourados/MS
DOI :
https://doi.org/10.14393/HTP-v8n1-2026-79632Mots-clés :
Discours, Femme Noire, RacismeRésumé
Dans cet article, je présente un extrait de ma dissertation de master, centré sur l’analyse d’énoncés de femmes noires résidant à Dourados/MS. L’objectif est de comprendre comment les discours racialisés et les relations de pouvoir ont traversé le champ de l’activité enseignante, en opérant dans la délégitimation de l’autorité pédagogique de ces femmes, ainsi que dans les formes de résistance qu’elles ont construites. J’ai adopté l’approche arché-généalogique de Michel Foucault, mobilisant les concepts de sujet, racisme, énoncé et pouvoir, articulés à la notion d’images de contrôle développée par Patricia Hill Collins. Le corpus a été constitué d’entretiens semi-structurés avec deux enseignantes noires, considérés comme des matérialités discursives. Ces entretiens mettent en évidence des effets de vérité qui régulent la présence de la femme noire dans les espaces institutionnels. Les résultats montrent que, bien que des dispositifs de désautorisation symbolique soient encore à l’œuvre, les collaboratrices élaborent des stratégies de résistance qui affirment leur présence comme un acte politique. L’étude contribue aux débats intersectionnels sur la race, le genre et le pouvoir.
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© Beatriz Honorato Meira, Silvia Mara de Melo 2026

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