“Eu não tenho cara de professora”

imagens de controle e estratégias de resistência de mulheres negras em Dourados/MS

Autores

  • Beatriz Honorato Meira Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul - SED/MS https://orcid.org/0009-0005-9108-8152
  • Silvia Mara de Melo Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

DOI:

https://doi.org/10.14393/HTP-v8n1-2026-79632

Palavras-chave:

Discurso, Mulher Negra, Racismo

Resumo

Este artigo, como recorte da minha dissertação “Eu não tenho cara de professora”: análise do enunciado de mulheres negras e o enfrentamento às imagens de controle na cidade de Dourados, tem por objetivo compreender como práticas discursivas racistas produzem deriva de sentidos sobre a docência e regulam a presença de mulheres negras na escola, bem como mapear enunciados de enfrentamento às imagens de controle. O referencial teórico articula os Estudos Discursivos Foucaultianos (sujeito, enunciado, relações de poder e subjetivação) às contribuições interseccionais de Bueno (2020) e Patricia Hill Collins (2019), tomando raça e gênero como eixos constitutivos das experiências analisadas. Metodologicamente, adota-se a perspectiva arquegenealógica, com corpus composto por entrevistas e elementos enunciativos que permitem examinar a materialidade discursiva que atravessa trajetórias docentes em Dourados/MS. Os resultados evidenciam regularidades que associam autoridade e legitimidade a parâmetros racializados, atualizando estereótipos e microagressões que subalternizam o corpo negro feminino, simultaneamente, emergem movimentos de resistência, reposicionamento e reconfiguração identitária que tensionam esses regimes de verdade e deslocam a leitura do racismo para sua dimensão estrutural e institucional.

Biografia do Autor

  • Beatriz Honorato Meira, Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul - SED/MS

    Graduada em Letras – Habilitação em Português e Inglês pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS, 2019–2023). Mestre em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD, 2023–2025). Atualmente, atua como professora temporária da Educação Básica na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED/MS), na cidade de Dourados/MS.

  • Silvia Mara de Melo, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

    Possui graduação em Letras – Português e Inglês pela Universidade Estadual de Maringá (UEM, 1998), mestrado e doutorado em Linguística pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP, 2004 e 2009), e pós-doutorado em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). É professora associada da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), onde atua nas áreas de Linguística e Língua Inglesa, com ênfase em análise do discurso, ensino e produção acadêmica.

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Publicado

2026-05-26

Como Citar

“Eu não tenho cara de professora”: imagens de controle e estratégias de resistência de mulheres negras em Dourados/MS. Revista Heterotópica, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 334–356, 2026. DOI: 10.14393/HTP-v8n1-2026-79632. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/RevistaHeterotopica/article/view/79632. Acesso em: 26 maio. 2026.