Uma investigação sobre as regiões resilientes aos incêndios recorrentes no Parque Estadual do Pau Furado
DOI:
https://doi.org/10.14393/OREG-v17-n1-2026-84587Palavras-chave:
Incêndio Florestal, Resiliência, Unidades de Conservação, CerradoResumo
Neste projeto pretende-se identificar e mapear as zonas de resiliência aos incêndios que, de forma recorrente, acontecem no Parque Estadual do Pau Furado - PEPF. O PEPF está localizado nos municípios de Uberlândia e Araguari, em Minas Gerais, e é uma importante área de interesse ecológico para a conservação do bioma e fauna local. É relevante destacar que aqui entendemos como “zonas resilientes” aquelas regiões capazes de resistir a incêndios florestais, quer seja com a impossibilidade de queima, quer seja com a total regeneração em curto prazo. Para tanto, neste projeto monitoraremos os incêndios ocorridos na referida região durante o período de 2020 a 2022. O mapeamento será realizado dentro de um buffer de 2 km, delimitado com base no limite do parque, o qual se encontra inserido na zona de amortecimento da unidade de conservação. Mapearemos as áreas dentro desse buffer que, ao longo das ocorrências, não pegaram fogo ou que, logo após os incêndios, recuperaram-se completamente em pouco tempo. Para o mapeamento e monitoramento do estado da vegetação, pretende-se utilizar imagens provenientes da missão Sentinel-2 e da missão Landsat. Serão aplicados índices de vegetação (e.g. NDVI, SAVI) para identificar o vigor da vegetação antes e após a ocorrência dos eventos com fogo, bem como, índices que destacam a intensidade dos incêndios (e.g. dNBR, NBR). Espera-se identificar regiões que são resilientes à ocorrência de incêndios, descrevendo suas principais características relacionadas com essa condição. Com isso, será possível criar – em estudos futuros - estratégias de preservação que favoreçam a conservação de regiões que podem ser matrizes à recuperação do bioma local e regional. Ainda, entende-se que esta investigação pode servir de estímulo à estudos, inspirando o mapeamento de áreas de resiliência em outras Unidades de Conservação que sofrem e sofreram com incêndios florestais.
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