Uma investigação sobre as regiões resilientes aos incêndios recorrentes no Parque Estadual do Pau Furado

Autores

  • Raphael Tosta Santana Universidade Federal de Uberlândia
  • Prof. Dr. João Vítor Meza Bravo Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.14393/OREG-v17-n1-2026-84587

Palavras-chave:

Incêndio Florestal, Resiliência, Unidades de Conservação, Cerrado

Resumo

Neste projeto pretende-se identificar e mapear as zonas de resiliência aos incêndios que, de forma recorrente, acontecem no Parque Estadual do Pau Furado - PEPF. O PEPF está localizado nos municípios de Uberlândia e Araguari, em Minas Gerais, e é uma importante área de interesse ecológico para a conservação do bioma e fauna local. É relevante destacar que aqui entendemos como “zonas resilientes” aquelas regiões capazes de resistir a incêndios florestais, quer seja com a impossibilidade de queima, quer seja com a total regeneração em curto prazo. Para tanto, neste projeto monitoraremos os incêndios ocorridos na referida região durante o período de 2020 a 2022. O mapeamento será realizado dentro de um buffer de 2 km, delimitado com base no limite do parque, o qual se encontra inserido na zona de amortecimento da unidade de conservação.  Mapearemos as áreas dentro desse buffer que, ao longo das ocorrências, não pegaram fogo ou que, logo após os incêndios, recuperaram-se completamente em pouco tempo. Para o mapeamento e monitoramento do estado da vegetação, pretende-se utilizar imagens provenientes da missão Sentinel-2 e da missão Landsat. Serão aplicados índices de vegetação (e.g. NDVI, SAVI) para identificar o vigor da vegetação antes e após a ocorrência dos eventos com fogo, bem como, índices que destacam a intensidade dos incêndios (e.g. dNBR, NBR). Espera-se identificar regiões que são resilientes à ocorrência de incêndios, descrevendo suas principais características relacionadas com essa condição. Com isso, será possível criar – em estudos futuros - estratégias de preservação que favoreçam a conservação de regiões que podem ser matrizes à recuperação do bioma local e regional. Ainda, entende-se que esta investigação pode servir de estímulo à estudos, inspirando o mapeamento de áreas de resiliência em outras Unidades de Conservação que sofrem e sofreram com incêndios florestais. 

Biografia do Autor

  • Prof. Dr. João Vítor Meza Bravo, Universidade Federal de Uberlândia

    É Professor do Instituto de Geografia, Geociências e Saúde Coletiva (IGESC) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Possui graduação em Geografia (Bacharelado) e graduação em Geografia (Licenciatura) pela Universidade Estadual de Maringá (2011); Mestrado (2014) e Doutorado (2017) em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná. Foi Diretor Substituto do Instituto de Geografia, Geociências e Saúde Coletiva (UFU), gestão 2021-2023. É Professor permanente no Programa de Pós-Graduação em Geografia (UFU) e no Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental (UFU). Foi Coordenador Substituto do Programa de Pós-Graduação em Geografia do IGESC (UFU), gestão 2024-2025. Coordena o grupo de pesquisa em Geoinformação, Território e Conservação - GISTeC (UFU). Foi Editor-Chefe da Revista Brasileira de Cartografia (2018-2022). É Editor Associado ao Boletim de Ciências Geodésicas e à Revista Brasileira de Cartografia. Desenvolve pesquisas nos temas: Mapeamento Colaborativo, Percepção e Cognição Espacial, Emotional Cartography e Cidades, Conservação da Natureza, Agricultura e Sustentabilidade, Incêndios e Queimadas.

Downloads

Publicado

2026-10-20

Como Citar

Uma investigação sobre as regiões resilientes aos incêndios recorrentes no Parque Estadual do Pau Furado. (2026). Observatorium: Revista Eletrônica De Geografia, 17(1), 708-733. https://doi.org/10.14393/OREG-v17-n1-2026-84587