STYPHNODENDRON POLIPHYLLUM A 5% EM GEL DE HIDROXIETILCELULOSE EM FERIDAS CUTÂNEAS DE CAMUNDONGOS

Autores

  • Bianca Jacob Shimizu
  • Duvaldo Eurides
  • Marcelo Emílio Beletti
  • Patricia Maria Coletto Freitas
  • Roberto Chang

Palavras-chave:

cicatrização, barbatimão

Resumo

No presente experimento 48 camundongos (mus musculus), machos, adultos, foram distribuídos em dois grupos denominados grupo I e II. Feridas cutâneas do grupo I foram tratadas com gel de hidroxietilcelulose e as do grupo II com barbatimão liofilizado e ressuspendido em gel de hidroxietilcelulose a 5%. Realizou-se análise macroscópica e histológica das feridas aos três, sete, 14 e 21 dias de pós-operatório. Quantificou-se o colágeno das feridas do grupo I e II por análise de imagem aos 14 e 21 dias de pós-operatório. Aos três dias de pós-operatório as feridas do grupo I e II encontravam-se úmidas, de coloração avermelhada, com contorno circular e com delgada crosta. As áreas das feridas do grupo II foram significativamente menores que as do grupo I e na avaliação histológica não foram encontrados diferenças significativas entre os grupos. Aos sete dias de pós-operatório as feridas do grupo I apresentavam-se com aspecto úmido, contorno irregular, coloração rósea, formação de tecido de granulação e presença de uma crosta clara, bem desenvolvida, que se destacava facilmente. As do grupo II eram mais pardas, secas, com formação de tecido de granulação e contorno irregular, porém com crosta amarelada pouco desenvolvida. No grupo controle notou-se maior quantidade de fibrina, tecido de granulação e polimorfonucleares, indicando uma reação inflamatória mais intensa que a do grupo tratado com barbatimão. Aos 14 dias de pós-operatório as feridas dos animais do grupo II estavam reepitelizadas e as do grupo I possuíam contorno irregular, coloração pálida e aspecto seco. A quantidade de infiltrado inflamatório, de tecido de granulação e capilares foi superior no grupo I. Já o grupo II apresentava tecido de granulação mais organizado e porcentagem de colágeno superior a do grupo I, com fibras colágenas mais polimeralizadas. Aos 21 dias de pós-operatório as áreas e os aspectos histológicos das feridas dos dois grupos não diferiram estatisticamente, a não ser pela quantidade de fibras colágenas superior no grupo II. Conclui-se que o uso de gel de barbatimão liofilizado a 5% em feridas cutâneas de camundongos auxilia a reepitelização proporcionando menor resposta inflamatória. Palavras-chave: camundongo, cicatrização, ferida, barbatimão.

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Biografia do Autor

Bianca Jacob Shimizu

Mestre em Ciências Veterinárias. Universidade Federal de Uberlândia / UFU.

Duvaldo Eurides

Professor Adjunto. Faculdade de Medicina Veterinária/ UFU.

Marcelo Emílio Beletti

Professor Adjunto. Faculdade de Medicina Veterinária/ UFU.

Patricia Maria Coletto Freitas

Professor Adjunto. Laboratório de Cirurgia Experimental e Terapia Intensiva. Universidade Federal do Espírito Santo

Roberto Chang

Doutor em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais

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Publicado

2010-12-07

Como Citar

Shimizu, B. J., Eurides, D., Beletti, M. E., Freitas, P. M. C., & Chang, R. (2010). STYPHNODENDRON POLIPHYLLUM A 5% EM GEL DE HIDROXIETILCELULOSE EM FERIDAS CUTÂNEAS DE CAMUNDONGOS. Veterinária Notícias - Vet Not, 15(1). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18874

Edição

Seção

Artigos