Autoconceito de jovens sobre o ofício de estudante no ensino médio público no Distrito Federal
reconstrução analítica com base na teoria fundamentada
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2026-82118Palavras-chave:
Juventude, Autoconceito, Raça, Gênero, Teoria fundamentadaResumo
Este artigo utilizou a teoria fundamentada para analisar como jovens do ensino médio em uma escola pública periférica do Distrito Federal compreendem o que é ser estudante e como se veem nesse ofício, considerando marcadores sociais de raça e gênero. A pesquisa qualitativa, fundamentada em entrevistas, observações e questionários aplicados a 81 estudantes, revela duas categorias principais de autoconceito: “escolar” e “comportamental”. Os resultados indicam que o “autoconceito comportamental” é mais frequente e apresenta variações significativas segundo raça e gênero. Enquanto rapazes, independentemente da cor, tendem a ter uma percepção positiva sobre suas capacidades escolares, jovens negras mostram maior incidência de autoconceito não positivo. Além disso, estudantes negros, sobretudo do gênero masculino, evidenciam maior internalização de estigmas comportamentais, refletindo práticas escolares que reforçam desigualdades raciais e de gênero. O estudo destacou a importância de que a escola, enquanto instituição social, reconheça essas dinâmicas para promover ambientes mais inclusivos e equitativos, ressaltando a influência da percepção social na construção da autoimagem dos estudantes.
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