Matemática da memória

epistemologias do Sul e o contra-colonialismo na formação docente pataxó

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REP-2026-82099

Palavras-chave:

Etnomatemática pataxó, Epistemologias do Sul, Nego Bispo, Frantz Fanon, Formação de professores

Resumo

Este artigo buscou investigar a formação de professores indígenas no contexto da Licenciatura Intercultural Indígena do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, a partir do projeto “Matemática da Memória”. O objetivo principal da pesquisa foi analisar como os saberes orais e os grafismos pataxó podem fundamentar uma prática docente decolonial. O estudo fundamentou-se na crítica de Boaventura de Sousa Santos ao pensamento abissal, propondo uma ecologia de saberes que confronte o racismo epistêmico e valide as lógicas matemáticas pataxó. A fundamentação teórica articulou-se com o conceito de “biointeração” de Antônio Bispo dos Santos, que compreende o saber como prática orgânica e contra-colonial, e com a teoria de Frantz Fanon sobre a descolonização mental e a reabilitação do “homem total”. Metodologicamente, a pesquisa adotou uma abordagem decolonial e qualitativa do tipo participante, pautada no encontro de saberes com mestres tradicionais e na análise da oralidade e do grafismo como tecnologias de ponta. Os resultados indicam que a retomada de lógicas ancestrais na educação matemática atua como um dispositivo de justiça cognitiva, transformando o docente em um professor libertário capaz de mediar a confluência entre o conhecimento acadêmico e a soberania intelectual e territorial de seu povo.

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Biografia do Autor

  • Cediglês Lima dos Santos, Universidade Federal do Sul da Bahia

    Doutorando em Estado e Sociedade na Universidade Universidade Federal do Sul da Bahia, Brasil; professor no Instituto Federal da Bahia, Brasil.

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Publicado

11-09-2026

Como Citar

SANTOS, Cediglês Lima dos. Matemática da memória: epistemologias do Sul e o contra-colonialismo na formação docente pataxó. Revista de Educação Popular, Uberlândia, v. 25, n. 2, p. 34–49, 2026. DOI: 10.14393/REP-2026-82099. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/82099. Acesso em: 11 set. 2026.

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