Afronte como verbo

escrevivências do ser ator negro em performatividade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/OUV-v15n2a2019-48981

Palavras-chave:

Homossexuais negros, Cinema, Doc-ficção, Atuação, Escrevivência

Resumo

Ao estabelecer diálogos com o doc–ficção Afronte (2017), dirigido por Marcus Mesquita e Bruno Victor, sobre homossexuais negros no Distrito Federal, este artigo trata de poéticas de resistência à heterossexualidade normativa e o sujeito branco como padrão do que seria humanidade. O trabalho parte da relação entre processos estéticos e identitários, para tratar do processo do ator de ser/tornar-se homossexual negro e também dos diversos modos como essas identidades engendram o processo criativo-inventivo de composição da personagem VH no filme. Apresentamos escrevivências do ser ator negro em performatividade conjulgando Afronte como verbo para por em cheque as questões de representação de homossexuais negros — masculinidades negras não hegemônicas — e trilhar caminhos em arte que desestabilizem a história única, reducionista e normativa, impulsionando a emergência das pluralidades.

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Biografia do Autor

Roberta K. Matsumoto, Universidade de Brasília

Doutora em Antropologia Fílmica pela Université Paris X – Nanterre com pesquisa desenvolvida sobre a Capoeira e as questões afro-brasileiras. Realizou pós-doutorado na Université Paris 8 – Vincennes- Saint-Dennis. É professora do Departamento de Artes Cênicas e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB) e coordena o Grupo de Pesquisa e Laboratório Imagens e(m) Cena, no qual são desenvolvidas pesquisas que problematizam as fronteiras entre teatro, vídeo, cinema, dança, performance e instalação.

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Publicado

2019-12-31

Como Citar

LEITE DE AQUINO SOARES, V. H.; KUMASAKA MATSUMOTO, R. . Afronte como verbo: escrevivências do ser ator negro em performatividade. ouvirOUver, [S. l.], v. 15, n. 2, p. 360–371, 2019. DOI: 10.14393/OUV-v15n2a2019-48981. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/48981. Acesso em: 20 maio. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Embrenhar a cena – corpos, poéticas, políticas.