Entre a escrita e a pele: a dramaturgia confessional e a encenação de Angélica Liddell redimensionados em devir

Autores

  • Mirela Ferreira Ferraz Udesc - Universidade Estadual de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.14393/OUV20-v13n1a2017-21

Palavras-chave:

teatro contemporâneo, dramaturgia contemporânea.

Resumo

Ao considerar a escrita teatral como ponto nevrálgico do teatro contemporâneo, esse artigo propõe trabalhar com a ideia de uma ligação contínua presente entre a escrita confessional e a encenação na obra "Yo no soy bonita" de Angélica Liddell. Acredita-se que o espetáculo e a língua da autora, encenadora e atriz/performer tornam-se diluídas no próprio acontecimento teatral, em que a ideia de um "devir-cênico" estabelece-se como um dispositivo cênico das novas teatralidades. Analisa-se como a noção de "eu" da artista se mescla ao desfalecimento da ideia de um personagem, criando uma zona de fronteiriça entre o teatro e a performance art, a qual se evidencia pela busca de uma possível experiência-limite da artista. ABSTRACT When considering the theatrical writing as nerve center of contemporary theater, this article proposes working with the idea of a continuous link between the present confessional writing and staging the Angélica Liddell work "Yo no soy bonita". It is believed that the show and the language of the author, stage director and actress / performer become diluted in their own theatrical event, in which the idea of "becoming-scenic" is established as a scenic device of new theatrics. It is analyzed how the notion of "I" of the artist melds the faintness of the idea of a character, creating a border zone between theater and performance art, which is evidenced by the search for a possible artist of limit-experience. KEYWORDS Becoming- scenic; confessional writing; limit-experience; contemporary theater.

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Biografia do Autor

Mirela Ferreira Ferraz, Udesc - Universidade Estadual de Santa Catarina

PPGT - UDESC

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Publicado

2017-05-25

Como Citar

FERRAZ, M. F. Entre a escrita e a pele: a dramaturgia confessional e a encenação de Angélica Liddell redimensionados em devir. ouvirOUver, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 284–293, 2017. DOI: 10.14393/OUV20-v13n1a2017-21. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/35454. Acesso em: 5 dez. 2022.