Gradação visual na música micropolifônica de György Ligeti

Autores

  • Claudio Horacio Vitale Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

DOI:

https://doi.org/10.14393/OUV19-v12n2a2016-11

Resumo

Neste artigo estudamos aspectos da música micropolifônica de György Ligeti. Tratamos da construção rítmica e harmônica, da técnica da talea e do cânone em Lux Aeterna, dos limiares da percepção e dos processos de evolução progressiva do tempo. Estabelecemos correspondências entre a gradação visual e a gradação sonora tomando como ponto de partida as reflexões desenvolvidas por Wicius Wong na área do desenho gráfico. Este tipo de análise traz à tona as semelhanças entre imagens e sons que o próprio compositor comenta em escritos e entrevistas. A ilusão, própria da gradação, é um dos efeitos causados tanto pelas obras de arte de artistas como Escher ou Klee, quanto pelas obras do próprio compositor. Concluímos que, ao representarmos visualmente processos musicais observamos comportamentos semelhantes; podemos "ouvir" as transformações progressivas de um desenho, como "ver" a construção gradual de uma música.

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Publicado

2016-12-16

Como Citar

VITALE, C. H. Gradação visual na música micropolifônica de György Ligeti. ouvirOUver, [S. l.], v. 12, n. 2, p. 390–405, 2016. DOI: 10.14393/OUV19-v12n2a2016-11. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/33645. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Interfaces das Artes