Educação em Hannah Arendt: apontamentos para a educação física escolar
DOI:
https://doi.org/10.14393/OT2026v28.n.2.79891Palavras-chave:
Educação, Hannah Arendt, Política, Educação Física Escolar, AutoridadeResumo
Trata-se de um artigo de caráter teórico que busca refletir sobre a compreensão da educação conservadora na obra da politóloga Hannah Arendt e, por intermédio das categorias desenvolvidas pela pensadora alemã, estabelecer apontamentos sobre os aspectos do campo da educação física escolar. A partir dos pensamentos arendtianos, discute-se a educação como uma condição pré-política, na qual, inspirada na pólis grega, a autora sustenta a necessidade de um “divórcio” entre educação e política, vinculando essa separação aos aspectos do domínio privado (família e escola) e do domínio público (mundo comum). Assim, a instituição escolar deve ser compreendida a partir da inter-relação entre esses dois âmbitos. Analisa-se, ainda, a relação entre professores e alunos, ressaltando-se que os docentes precisam exercer uma autoridade temporariamente hierárquica no que se refere à continuidade do mundo. Dessa forma, a educação desempenha uma dupla função conservadora: preservar o conhecimento acumulado pela humanidade (como as práticas corporais nas aulas de educação física escolar) e proteger os “mais novos”, para que, quando se tornarem adultos responsáveis, possam assumir seus deveres políticos. Por isso, a autoridade docente é compreendida como provisória. Conclui-se que cabe à educação o papel de conservar o mundo, de modo a possibilitar sua renovação. Portanto, conserva-se para renovar.
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