Historiografias em perspectiva

o “colaboracionismo” e a violência política de gênero nas ditaduras de Chile e Argentina

Autores/as

  • Nashia A. Dahás Gomozias UFGD

DOI:

https://doi.org/10.14393/

Palabras clave:

Ditaduras Militares. Colaboracionismo. Gênero

Resumen

Este artigo apresenta elementos da pesquisa comparativa que realizo como professora visitante na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e apresenta contribuições coletivas advindas da comunicação que intitula o texto realizada por ocasião do 33º Simpósio Nacional de História, na UFMG, em julho deste ano de 2025. Analisamos obras consideradas seminais para o desenvolvimento da escrita da história e da memória das militantes de organizações revolucionárias que sobreviveram especificamente à “colaboração”, por sua vez, discutida como uma modalidade de repressão e de violência política de gênero aplicada a partir de distintas estratégias nas ditaduras de Chile (1973-90) e Argentina (1976-83). Discutimos o desenvolvimento da temática na escrita da história dos dois países, considerando a mobilização do gênero como categoria analítica em cada caso e articulando as narrativas aos seus momentos históricos de emergência. Esperamos contribuir para os estudos de história e memória das ditaduras no Cone Sul que evitam dicotomias e entrecruzam violências e resistências para compreender ambiguidades, contradições do passado recente e seus efeitos na atualidade de uma perspectiva ético-política da História.

Biografía del autor/a

  • Nashia A. Dahás Gomozias, UFGD

    Doutora em História Social pela UFRJ, com pós-doutorado em História do Tempo Presente pela UDESC. Atua como Professora Visitante no Programa de Pós-graduação em História da UFGD, Brasil.

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Publicado

2026-03-10

Número

Sección

Diálogos teóricos e metodológicos no campo da História das Mulheres e dos Estudos de Gênero: movimentando pesquisa e ensino

Cómo citar

Historiografias em perspectiva: o “colaboracionismo” e a violência política de gênero nas ditaduras de Chile e Argentina. (2026). Caderno Espaço Feminino, 38(2), 270-291. https://doi.org/10.14393/