“Aborteira”, mas mãe!
o debate sobre direitos sexuais e reprodutivos entre a subjetividade e a política
DOI:
https://doi.org/10.14393/Palabras clave:
Aborto. Maternidade. Estudos de Gênero. História Oral. História Política.Resumen
O artigo pretende contextualizar e analisar os relatos de mulheres que após serem mães realizaram um aborto, assim como aquelas que abortaram e posteriormente se tornaram mães no Brasil da virada do século XX para o XXI. Sendo ambas as temáticas vistas como excludentes devido tanto à naturalização do exercício da maternidade quanto ao julgamento do ato de abortar pela sociedade, entendemos a necessidade de se debater as ações relacionadas à autonomia reprodutiva das mulheres à luz de suas agências, experiências e realidades vividas. Para isso, o artigo se baseia na História Política e nos Estudos de Gênero, percebendo a reprodução e o aborto como questões políticas a serem discutidas no espaço público e que são formuladas a partir das diferenças de poder entre gênero e sexo; além disso, as fontes orais aqui utilizadas serão analisadas a partir da metodologia produzida pela História Oral.
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